quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Comércio de minério Tântalo brasileiro na Guerra nas Estrelas

Revista del Mercosur N° 75 Ano 2001


O projeto norte-americano depende do metal encontrado no Amazonas, Amapá e Rio Grande do Norte


 
O projeto Guerra nas Estrelas, que os Estados Unidos pretendem reativar, será abastecido pelo Brasil. Foguetes e satélites projetados para formar um escudo antimísseis em torno do território americano serão feitos com tântalo, metal extraído da tantalita em reservas brasileiras e considerado estratégico para a guerra moderna.
Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil possui as maiores reservas de tantalita, que equivalem a 45% de todo o tântalo existente no mundo. Mas poucas empresas brasileiras exploram o metal. As maiores lavras estão na Serra da
Borborema (Rio Grande do Norte), no Amazonas e no interior do Amapá. "A produção é incipiente e a demanda é muito grande", sintetiza Paulo Santana, geólogo do DNPM. No ano passado, o preço do tântalo no mercado internacional saltou de 30 dólares para 200 por libra-peso (473 gramas). O metal já é o terceiro item de exportação do Amapá.
O tântalo extraído no Brasil é beneficiado em siderúrgicas nos Estados Unidos, Alemanha, Japão e Canadá. Depois, volta ao país na forma de produtos industrializados, como os chips dos processadores Pentium e telefones celulares.
"Toda a produção de tântalo no Brasil acaba na mão de estrangeiros, sem qualquer benefício para o país. O pior é que, da forma como é feita, a produção tem perdas imensas", alerta o deputado Antônio Feijão (PSDB-AP). 


Na mitologia grega, Tântalo foi um mitológico rei da Frígia ou da Lídia, casado com Dione. Ele era filho de Zeus e da príncesa Plota. Segundo outras versões, Tântalo era filho do Rei Tmolo da Lídia (deus associado à montanha de mesmo nome). Teve três filhos: Níobe, Dascilo e Pélope.
Certa vez, ousando testar a omnisciência dos deuses, roubou os manjares divinos e serviu-lhes a carne do próprio filho Pélope num festim. Como castigo foi lançado ao Tártaro, onde, num vale abundante em vegetação e água, foi sentenciado a não poder saciar sua fome e sede, visto que, ao aproximar-se da água esta escoava e ao erguer-se para colher os frutos das árvores, os ramos moviam-se para longe de seu alcance sob força do vento. A expressão suplício de Tântalo refere-se ao sofrimento daquele que deseja algo aparentemente próximo, porém, inalcançável, a exemplo do ditado popular "Tão perto e, ainda assim, tão longe".
Existem outras versões para o motivo de Tântalo ter sido punido. Diodoro Sículo diz que Tântalo, rei da Paphlagonia na Ásia[1], por ser filho de Zeus, foi admitido na mesa dos deuses, ouviu seus segredos, e divulgou entre os mortais, sendo punidor por isso[2].
O nome Tântalo aparece no Canto XI da Odisséia de Homero, nos versos 582-592.
Na série de livros de Rick Riordan Percy Jackson e os olimpianos, no livro O mar de monstros, Tântalo é chamado para ser diretor de atividades do acampamento meio-sangue, por causa da demissão de Quíron. No livro, o castigo ainda continua, ele não consegue pegar os doces e guloseimas entregues a ele pelos sátiros.

Tântalo e Nióbio: Minerais tecnológicos no Brasil

 Já postamos aqui que a maior reserva de Nióbio se encontra em solo brasileiro. Mas e as reservas de tântalo no Brasil? São grandes, acessíveis? Qual é a produção desse estratégico metal em nosso país?
Segundo a Agência Amazônia de Notícias e Insituto Sócio-Ambiental a maior mina -mundial- do precioso metal se encontra a menos de 200km de Manaus, com potencial para produzir mais de 89 mil toneladas de óxido de tântalo de alta pureza. Afirma, ainda, o Departamento Nacional da Produção Mineral que mais 47% das reservas mundias encontram-se em solo brasileiro e há a ocorrência de muitas outras jazidas a serem exploradas do minério só na Amazônia.
Entretanto, segundo a mesma reportagem, o Brasil importa mais de 65 toneladas de Tântalo ao preço de US$22,8 milhões na forma de condesadores de Taiwan, Hong Kong, Coréia do Sul, Suécia e Estados Unidos, enquanto exportou mais de 301 toneladas em material primário no valor US$1,9 milhões.
É óbvia a vantagem que a qualificação profissional e investimento na produção de tecnologia própria trazem a um país, não? milhões de dólares, entre outras consequências.


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