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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Moradores de Paraisópolis cobram ação social além da presença da PM

Comerciante espera solução para vazamento de esgoto há quatro anos.
Presidente de associação disse que região 'é uma invasão no Morumbi'.

Glauco Araújo Do G1 São Paulo
Policiais da Cavalaria da PM circulam pelas ruas de Paraisópolis desde segunda-feira (29) (Foto: Glauco Araújo/G1)Policiais da Cavalaria da PM circulam pelas ruas de Paraisópolis desde segunda-feira (29) (Foto: Glauco Araújo/G1)
Moradores da favela de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, estão divididos com a Operação Saturação que a Polícia Militar realiza na região desde segunda-feira (29). Alguns declaram apoio ao trabalho policial, mas outros disseram estar incomodados com a presença de homens da cavalaria e de viaturas nas ruas. Houve quem questionasse a ausência de ações conjuntas na área de saneamento, saúde, habitação e iluminação.
Segundo o major Streifinger, da PM, 15 pessoas foram presas desde o começo da Operação Saturação, nove armas, 125 quilos de maconha, 12 quilos de cocaína, uma granada, 119 tubos de lança-perfume e munições de fuzil e de outros calbres.
"Não será com ações pontuais como esta que o problema de segurança e da violência em Paraisópolis e em São Paulo serão solucionadas. O governo precisa estar presente constantemente. Aqui temos cinco mil crianças fora de creche, por exemplo. A comunidade precisa de ações concretas", disse Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores de Paraisópolis (UMP).
Presidente da União dos Moradores de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, disse que a região é 'uma invasão no Morumbi' (Foto: Glauco Araújo/G1)Presidente da União de Moradores de Paraisópolis,
Gilson Rodrigues, disse que a região é 'uma
invasão no Morumbi' (Foto: Glauco Araújo/G1)
Ele questionou os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada em 2011, que coloca Paraisópolis como a favela com o maior número de habitantes em São Paulo, com 42,8 mil moradores em mais de 13 mil domicílios ocupados. "Há muita controvérsia sobre esse dado. Há um levantamento da secretaria de Habitação de São Paulo, feita em 2005, que indicou haver 80 mil habitantes aqui. De lá pra cá, Paraisópolis só cresceu. Somos mais de 100 mil pessoas", afirmou Rodrigues.
O representante de moradores afirmou ainda que a população da região está cobrando a promessa feita pelo prefeito Gilberto Kassab, em 2009, para a realização de ações sociais, batizadas à época de "Virada Social". "Foram 123 ações prometidas durante aquela ação policial. Deste conjunto de ações, apenas 85% foram realizadas. Falaram durante o período eleitoral que Paraisópolis é bairro. Não moramos em um bairro, isso aqui é favela. Isso é uma ocupação de terrenos no Morumbi. O esgoto tratado que foi prometido só ficará pronto em 2014 e o hospital não foi feito", afirmou o presidente da UMP.
A comerciante Socorro Ferreira da Silva, 60 anos, reclamou da falta de uma ação concreta para solucionar o problema de vazamento de esgoto na porta de sua casa e de seu estabalecimento comercial. "O esgoto volta para o meu banheiro e enche o meu bar. Não é esgoto só da minha casa, é de todas as casas que estão acima de mim. Eles (Sabesp) vieram aqui anteontem [segunda-feira] e desentupiram, mas ontem [terça-feira (30)] estava tudo na calçada de novo."
Menina organiza pares de chinelo em Paraisópolis (Foto: Glauco Araújo/G1)Menina organiza pares de chinelo em Paraisópolis (Foto: Glauco Araújo/G1)
Sobre a ação policial, ela disse estar indiferente e não soube dizer se está mais segura ou não. "Quem não deve, não teme, sou trabalhadora e busco o meu pão de cada dia. Eu estou tranquila. A polícia tem de fazer o trabalho dela. Por mim, não posso falar nada do trabalho mais nada."
Outros moradores, que preferem não se identificar, reclamaram da ação policial no período noturno. "Quando os holofotes somem daqui, quando anoitece, os policiais abusam, intimidam trabalhadores, moradores de bem. Eles dão tapas e fazem ameaças. Eles têm de fazer o trabalho dele e pronto, não precisam fazer isso", disse um rapaz na rua Melchior Giola.
Uma dona de casa disse que falta espaço para atividades de entretenimento em Paraisópolis. "As crianças brincam nas ruas, no chão de terra batida. Precisamos deixar nossas crianças crincarem", disse ela.

Policiais circulam por Paraisópolis desde segunda-feira (29) na Operação Saturação (Foto: Glauco Araújo/G1)Policiais circulam por Paraisópolis desde segunda-feira (29) na Operação Saturação (Foto: Glauco Araújo/G1)
Região tem mais de 100 mil habitantes, segundo presidente da União de Moradores de Paraisópolis (Foto: Glauco Araújo/G1)Região tem mais de 100 mil habitantes, segundo presidente da União de Moradores de Paraisópolis (Foto: Glauco Araújo/G1)
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Fonte:G1 31/10/12 20h53 - Atualizado em 31/10/2012 21h21

Voos desta quinta-feira para a Costa Leste dos EUA estão mantidos


TAM, United e American Airlines não têm previsão de cancelamento.
Consumidores devem procurar empresas para remarcar passagens.

Do G1, em São Paulo
Alguns voos para a Costa Leste dos EUA foram cancelados nesta quarta-feira (Foto: TV Globo/Reprodução)Alguns voos para a Costa Leste dos EUA foram
cancelados nesta quarta-feira (Foto: TV Globo/
Reprodução)
Os voos que operam entre cidades brasileiras e a Costa Leste dos Estados Unidos, previstos para decolar nesta quinta-feira (1º) estão mantidos, segundo as empresas TAM, United Airlines e American Airlines.
A Delta informou que não pode confirmar se os voos previstos serão cancelados ou mantidos. No site da empresa estão previstos um voo de São Paulo para Nova York, às 21h20 e outro de Nova York para São Paulo, às 20h.
No total, estão previstos 16 voos entre o Brasil e a Costa Leste dos Estados Unidos nesta quinta.
Nesta quarta-feira (31), seis voos de duas empresas foram cancelados. Na terça-feira (30), foram 14 voos de quatro empresas aéreas. Na segunda-feira (29), foram registrados 12 cancelamentos.
A TAM informou que os voos previstos para esta quinta-feira estão mantidos. No total são seis, sendo dois saindo de Guarulhos para Nova York, um saindo do Galeão para Nova York, dois saindo de Nova York para Guarulhos e um saindo de Nova York para o Galeão. A TAM não infomou o horário dos voos.
Segundo a TAM, a expectativa é que o fluxo de passageiros para Nova York seja normalizado até o fim da semana.
Voos entre Brasil e a costa leste dos EUA previstos para esta quinta-feira (1º)
Voo Origem Destino Horário
American
AA950
São Paulo Nova York 22h05
American
AA966
São Paulo Nova York 8h45
American
AA974
Rio de Janeiro Nova York 22h20
American
AA967
Nova York São Paulo 11h20
American
AA951
Nova York São Paulo 9h45
American
AA973
Nova York Rio de Janeiro 21h30
Delta 0120 São Paulo Nova York 21h20
Delta
0121
Nova York São Paulo 20h
United UA30 São Paulo Nova York 22h
United UA860 São Paulo Washington 23h05
TAM
8078
Rio de Janeiro Nova York 22h15
TAM
8079
Nova York Rio de Janeiro 19h
TAM
8080
São Paulo Nova York 22h25
TAM 8081 Nova York São Paulo 20h40
TAM
8082
São Paulo Nova York 8h45
TAM
8083
Nova York São Paulo 10h30
A American Airlines informou que não há previsão de cancelamento para os voos marcados para esta quinta-feira. De acordo com o site da empresa são seis, sendo dois de São Paulo para Nova York, um do Rio de Janeiro para Nova York, dois de Nova York para São Paulo e um de Nova York para o Rio de Janeiro.
A United Airlines informou que ainda não há previsão de cancelamentos. A empresa possui cinco voos previstos para esta quinta-feira. Quatro saem de São Paulo e vão para as cidades de Chicago, Houston, Nova York e Washington, e um sai do Rio de Janeiro para Houston.
Remarcações
Os consumidores afetados devem entrar em contato com as companhias aéreas.

A United Airlines comunica que os passageiros com voos afetados, com passagens agendadas entre os dias 28 e 31 de outubro, poderão fazer a remarcação até o dia 7 de novembro. No caso de voos atrasados por mais de duas horas, o passageiro poderá pedir reembolso. Os telefones para informação são: São Paulo – (11) 2122-7500 ou (11) 3145- 4200/ Rio de Janeiro – 0800 702 75 00.
A TAM  informou que os clientes podem entrar em contato com a Central de Atendimento da TAM antes de se dirigir ao aeroporto. Os números são: 4002-5700 (capitais) e 0800-570-5700 (demais localidades).
A American Airlines afirma que os clientes podem alterar datas de viagem entrando em contato com a equipe de reservas pelos telefones (11) 4502-4000 para São Paulo, (21) 4502-5005 para Rio de Janeiro ou 0300-789 7778 para demais cidades do Brasil.
A Delta também disponibiliza a consulta do voo em seu site e a consulta pela central de reservas nos telefones: 4003-2121 e 0800 881-2121.
No domingo (28), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alertou que os passageiros com voos marcados para cidades da Costa Leste dos Estados Unidos devem, antes de sair de casa para viajar, confirmar o horário e a situação do voo com a companhia aérea.
A Anac destaca que em caso de cancelamento, o passageiro pode ser reacomodado em outro voo ou ser reembolsado com o valor integral pago pela passagem área.
Em caso de dúvida, os passageiros podem entrar em contato com a Anac pelo telefone 0800 725 4445 (que funciona 24 horas, sete dias por semana, inclusive com atendimento em inglês e espanhol).
mapa furacao sandy 29/10 (Foto: AP)
31/10/2012 20h19 - Atualizado em 31/10/2012 20h26

Ex-funcionários da Varig fazem protesto no Aeroporto Santos Dumont


Manifestantes dizem que redução nos planos dos aposentados chega a 92%.
Protestos também aconteceram em aeroportos de outras quatro cidades.

Do G1 Rio
Ex-funcionários da Varig protestam no Santos Dumont (Foto: Reprodução/ TV Globo)Ex-funcionários da Varig protestam no Santos Dumont (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Ex-funcionários da companhia aérea Varig realizaram um protesto no Aeroporto Santos Dumont, Centro do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (31). De acordo com os organizadores, o ato foi motivado após a União reduzir os benefícios aos aposentados que faziam parte do Aerus, fundo de pensão das extintas companhias aéreas Varig e Transbrasil. Os manifestantes explicam que as reduções nos planos dos aposentados e pensionistas chegam a 92%.
O Sindicato dos Aeronautas alegou que o governo não cumpriu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que obrigou a União a pagar o benefício integral aos participantes do fundo de pensão. Segundo a diretora do sindicato, Graziela Baggio, o governo não abriu qualquer negociação com os integrantes do sindicato.
“Desde 2006, eles reduzem nosso benefícios. Em dezembro, eles vão parar totalmente de nos pagar porque vai acabar o dinheiro do fundo de pensão. Eles não estão cumprindo a determinação do STF”, afirmou Graziela.
Houve protestos ainda em aeroportos de outras capitais do país, como São Paulo, Recife, Porto Alegre e Curitiba. Cerca de 10 mil pessoas participam do fundo de pensão.
Fonte:G1

31/10/2012 20h31 - Atualizado em 31/10/2012 20h33

Guardas municipais envolvidos em briga em Ipanema são afastados


Os oito guardas aguardam julgamento de processo administrativo.
Briga aconteceu no dia 9 de outrubro entre guardas e banhistas.

Isabela Marinho Do G1 Rio
Briga entre guardas municipais e banhistas na Praia de Ipanema (Foto: Arquivo pessoal)Briga entre guardas municipais e banhistas na
Praia de Ipanema (Foto: Arquivo pessoal)
Os oito guardas municipais envolvidos em uma briga com banhistas no Posto 9, na Praia Ipanema, na Zona Sul do Rio, no dia 9 de outubro foram afastados das ruas desde que as fotos e imagens da confusão caíram nas redes sociais e mostraram a agressão entre os dois grupos. A assessoria de imprensa confirmou, nesta quarta-feira (31), o afastamento dos guardas. Segundo o órgão, há um processo administrativo em aberto para que os funcionários sejam ouvidos e julgados.

O secretário Alex Costa disse dois dias após o ocorrido que iria encaminhar à Corregedoria da Guarda Municipal o nome dos guardas que aparecem em dois vídeos postados na internet e que mostram que eles revidaram a agressão sofrida na Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio. Segundo o secretário, guardas municipais são agentes públicos que devem zelar pela população e não pode se nivelar às pessoas que agem com violência.
Na última terça-feira (9), banhistas e guardas municipais se envolveram numa confusão no Posto 9. A briga começou porque guardas foram reprimir a prática do altinho, que era jogado à beira d’água, em horário não permitido.
“Um dos vídeos mostra uma ação bastante infeliz de guardas que já estavam no calçadão e voltam para revidar a agressão. Esses guardas serão encaminhados à Corregedoria. Um guarda municipal é um agente público e não pode se igualar ao nível de alguém que está agindo errado. Não pode atuar com violência. A Guarda Municipal quando se depara com uma ação com truculência tem de se retirar do local e chamar o aparato policial para fazer valer as posturas municipais”, disse o secretário.
Em entrevista à Rádio CBN, Alex Costa considerou um absurdo a convocação que jogadores de altinho estão fazendo na internet, para a prática do esporte em horário não permitido. Segundo ele, trata-se de uma provocação desnecessária.
“Acho um absurdo alguém incitar uma algazarra para ir contra uma regra que já existe há muito tempo. É uma provocação desnecessária e descabida”, disse o secretário, que teme que vê na atitude dos praticantes de altinho um desrespeito ao direito das outras pessoas que frequentam a praia.
O secretário destacou que o código de posturas municipais prevê, desde 2009, a proibição da prática de qualquer prática esportiva junto ao espelho d’água antes das 17h. A prática esportiva é permitida durante todo o dia na faixa de areia junto ao calçadão.
“Temos regras claras desde 2009 que proíbem as práticas esportivas junto ao espelho d’água antes das 17h, assim como a venda de churrasquinho e queijo coalho e a presença de cachorro na areia. O que aconteceu foi um fato isolado e infeliz”, disse Costa, ao destacar que no último fim de semana os guardas municipais fizeram 311 abordagens contra irregularidades nas praias do Flamengo ao Pontal e não houve o registro de qualquer incidente
Fonte;G1
31/10/2012 20h50 - Atualizado em 31/10/2012 20h50
 

Após confusão em Ipanema, barraqueiros reclamam de prejuízo

Vendedores dizem que tiveram perda de R$ 400 a R$ 1000.
Confusão teria começado após guardas reprimirem altinho.

Renata Soares Do G1 Rio
Um dia após a confusão entre banhistas e guardas municipais na Praia de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, barraqueiros da orla reclamaram em entrevista ao G1, na manhã desta quarta-feira (10), sobre os prejuízos que tiveram com as cadeiras quebradas e bebidas não pagas. Segundo eles, muitas pessoas foram embora sem pagar o que deviam. A dívida de alguns chegou a até R$ 1000.
A confusão aconteceu no Posto 9, na localidade conhecida como Coqueirão, exatamente em frente a barraca “Celebridade 98”. De acordo com o dono da tenda, Zurrier Souza, de 28 anos, a cena foi ‘patética’ e ‘ lamentável’.
Barraqueiros tiveram cadeiras quebradas após briga em Ipanema (Foto: Renata Soares/G1)Barraqueiros tiveram cadeiras quebradas após briga na Praia de Ipanema (Foto: Renata Soares/G1)
Qual turista vai querer voltar aqui depois de uma briga feia dessas?"
Renato Rodrigues, barraqueiro
“Foram 20 cadeiras quebradas, mais de 40 latinhas de cerveja que não foram pagas, fora os cocos também. Um grande desrespeito a todos nós que ficamos aqui nesta praia todos os dias debaixo de sol quente. Agora, eu só queria saber quem vai pagar todo esse prejuízo. Porque eu e meus amigos precisamos desse dinheiro”, relatou o barraqueiro, que trabalha na praia há 10 anos.
Ele acrescentou também que ainda não teve tempo de calcular o valor exato do prejuízo.
“Eu ainda tenho que colocar na ponta do lápis quanto em dinheiro eu perdi. Nem tive cabeça ainda para isso. A briga foi muito feia, só via as minhas cadeiras voando para tudo quanto é lado. Foi uma cena triste e assustadora. Aqui sempre rolam essas briguinhas, mas igual a de ontem, nunca vi igual”, completou.
De acordo com os barraqueiros, a briga teve início quando os guardas municipais tentaram proibir jovens de jogar altinho - brincadeira em que se forma uma roda e os participantes tentam não deixar a bola cair — na beira do mar. No entanto, eles relataram que um dos banhistas era um jovem que havia sido reprimido pelos agentes, na semana passada, por estar na praia com um cachorro.
“Na verdade, o altinho foi o motivo secundário. O principal mesmo foi essa rixa dos guardas com esse menino, que, por sua vez, também acabou se exaltando ontem. E aí, foi pancadaria, gritaria, cadeiras e cocos para tudo quanto é lado”, disse Zurrier.
Outro barraqueiro de Ipanema, Renato Rodrigues, de 20 anos, contou que perdeu oito cadeiras e deixou de receber pagamento de 26 latinhas de cerveja, totalizando, segundo ele, o prejuízo de R$ 271.
“Foi tudo muito rápido. Não deu tempo de ver quem era e quem não era da minha barraca. Em questão de cinco minutos, só via minhas cadeiras indo parar lá do outro lado, na barraca do meu amigo. Na correria, os banhistas e muitos turistas que estavam aqui foram embora. É uma pena, porque além do prejuízo material, talvez a gente acabe perdendo clientes também. Qual turista vai querer voltar aqui depois de uma briga feia dessas?", lamentou.
Cadeiras foram quebradas durante a confusão (Foto: Renata Soares/G1)Cadeiras foram quebradas durante a confusão em
Ipanema(Foto: Renata Soares/G1)
Barraqueiro de Ipanema há mais de 13 anos, José Moraes, contou que após ter oito cadeiras quebradas e deixar de receber o pagamento de 31 latinhas de cerveja, a dívida chegou a R$ 1 mil.
"Essas confusões sempre acontecem aqui. É normal. Quase sempre pelo mesmo motivo, esse tal de altinho. Aí foi briga daqui, briga dali e eu só via minhas cadeiras indo parar na barraca lá do outro lado. Nessa brincadeirinha eu tomei um prejuízo de R$ 1 mil", contou.
A confusão também afetou os barraqueiros José Batista Filho, de 55 anos, e Reinaldo Silva, de 41. Ambos têm agora uma dívida de aproximadamente R$ 400.
Altinho divide opiniõesO altinho, jogo responsável pela briga entre banhistas e guardas, divide a opinião dos banhistas. Diferente do futevolei, o altinho acontece na beira-mar, o que, segundo a Prefeitura, é proibido das 8h até as 16h. "Eu canso de ver essas bolas batendo em idosos e crianças. Nunca aconteceu nada grave, mas os guardas não podem esperar que aconteça para proibir. Acho justo a atitude deles e acho que seria mais digno se esses jovens esperassem o horário da liberação do jogo", disse o aposentado e morador de Ipanema, Odair Simão, de 67 anos.
Já a professora Elisabeth Ilmar, de 43 anos, tem opinião contrária. "Está sol, quente, eles (jovens) não estão causando mal algum jogando ali na beira da praia. O lugar onde é liberado o altinho, além de ser quente, quase sempre está lotado de pessoas jogando o futvolei. Eles só querem se divertir. Acho, realmente, que os guardas deveriam ter uma postura menos agressiva", concluiu.
Guardas reforçaram o patrulahmento na praia, nesta quarta-feira (10) (Foto: Renata Soares/G1)Guardas reforçaram o patrulhamento na praia, nesta quarta-feira (10) (Foto: Renata Soares/G1)

10/10/2012 11h31 - Atualizado em 10/10/2012 12h44
 

Após confusão em Ipanema, saiba o que é proibido à beira-mar no Rio

Atividades esportivas perto da água são proibidas até as 16h, diz Seop.
Na terça, altinho causou tumulto entre banhistas e guardas municipais.

Do G1 Rio
Um dia após um jogo de altinho causar confusão entre banhistas e guardas municipais na Praia de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, a Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) explicou o que não pode ser feito à beira-mar, para a segurança dos banhistas.
É proibido realizar qualquer atividade esportiva perto do mar até as 16h, assim como levar animais para a areia e soltar pipas sem cerol. Além disso, os ambulantes só podem comercializar alimentos industrializados e embalados.
No Rio de Janeiro, atividades esportivas à beira-mar são proibidas até as 16h (Foto: Editoria de Arte/TV Globo )(Foto: Editoria de Arte/TV Globo )
Altinho divide opiniões
O altinho, jogo responsável pela briga entre banhistas e guardas, divide a opinião dos banhistas. Diferente do futevôlei, o altinho acontece à beira-mar, o que, segundo a Prefeitura, é proibido das 8h até as 16h. "Eu canso de ver essas bolas batendo em idosos e crianças. Nunca aconteceu nada grave, mas os guardas não podem esperar que aconteça para proibir. Acho justo a atitude deles e acho que seria mais digno se esses jovens esperassem o horário da liberação do jogo", disse o aposentado e morador de Ipanema, Odair Simão, de 67 anos.
Já a professora Elisabeth Ilmar, de 43 anos, tem opinião contrária. "Está sol, quente, eles (jovens) não estão causando mal algum jogando ali na beira da praia. O lugar onde é liberado o altinho, além de ser quente, quase sempre está lotado de pessoas jogando o futevôlei. Eles só querem se divertir. Acho, realmente, que os guardas deveriam ter uma postura menos agressiva", concluiu.

Fonte:G1   10/10/2012 12h40 - Atualizado em 10/10/2012 12h40

Britto avalia se deixa penas fixadas no mensalão antes de se aposentar

Ministro deve deixar STF sem participar de cálculo para parte dos réus.
Em 3 sessões de dosimetria, STF definiu pena de 1 condenado. Faltam 24.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, afirmou nesta segunda-feira (29) que ainda avalia se deixará fixadas as penas para os réus do mensalão que condenou caso se aposente antes da conclusão da fase de dosimetria (tamanho das penas).
"Estou pensando se faço ou não faço. Estou pesando os prós e os contras. Eu acho que é válido, é legítimo antecipar, como o [Cezar] Peluso fez. Agora, depende do juiz. Estou pensando se saio deixando minha dosimetria ou se apenas dosimetro subsequente à votação do relator [o quer der tempo de votar antes de sair]. Dosimetria é dose", disse Britto, ao se referir ao ex-ministro Cezar Peluso que se aposentou no fim de agosto e deixou parte da dosimetria pronta.
O julgamento do processo do mensalão no Supremo não deve terminar antes da aposentadoria de Britto, no próximo dia 18 de novembro. Nessa data, Britto completa 70 anos, idade com a qual os ministros são aposentados compulsoriamente. Com isso, o Supremo deverá concluir o julgamento com nove dos 11 ministros, já que a vaga de Cezar Peluso, que se aposentou em agosto, ainda não foi preenchida. O substituto, Teori Zavascki, ainda não teve a indicação votada pelo plenário do Senado.
Nesta semana, o julgamento está suspenso em razão de uma viagem do relator Joaquim Barbosa para tratamento de saúde. Por isso, as sessões serão retomadas somente em 7 de novembro.
Antes da aposentadoria de Britto, serão realizadas mais quatro sessões de julgamento do mensalão (7, 8 12 e 14 de novembro) – as sessões ocorrem às segundas, quartas e quintas. Dia 15, que é uma quinta-feira, é feriado da Proclamação da República.
Nas três sessões desde o início da fase de dosimetria (fixação do tamanho das penas), na última segunda (22), os ministros estipularam a punição de apenas um réu, Marcos Valério, condenado como o operador do esquema do mensalão. Eles também começaram a definir a pena de Ramon Hollerbach, ex-sócio de Valério.
Ainda faltam, no entanto, a conclusão do caso de Hollerbach e a definição das penas dos outros 23 condenados.
Hostilidade a LewandowskiO presidente do Supremo ainda comentou nesta segunda sobre críticas dirigidas ao revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, no momento em que votou no segundo turno neste domingo (27), em São Paulo.

Britto disse que ligou à noite para o colega para saber o que ocorreu na seção eleitoral.

"Claro que já liguei com o propósito de dar assistência a ele, de ver se estava precisando de alguma coisa. Ele disse que não foi bem assim, que não recebeu uma hostilidade coletiva, uma agressão, um insulto público. Não houve essa dimensão macro, nem mesmo grupal. Ele recebeu uma indelicadeza por parte de uma mulher, que passou e disse qualquer coisa, uma palavrinha ofensiva, indelicada. E de um mesário, que falou se era da turma do José Dirceu, pediu para mandar um abraço a ele."
Em seus votos sobre corrupção ativa e lavagem de dinheiro, Lewandowski absolveu o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino. Os petistas, no entanto, acabaram condenados pela maioria dos ministros do STF. Lewandowski teve vitórias também, ao abrir a divergência para a absolvição do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, que acabou inocentado pelos demais ministros do Supremo.
Para Britto, Lewandowski poderia dar voz de prisão ao mesário por desacato. "Mas ele estava ali como eleitor, foi exercer o direito dele de cidadão e não estava com espírito preparado para entrar em polêmica. Não é verdade que ele estivesse sob hostilidade coletiva. Eu também me tranquilizei, foi uma coisa mais episódica, localizada. Se fosse realmente algo mais encorpado, do ponto de vista numérico, seria extremamente preocupante."
O presidente do Supremo também destacou que nenhum juiz pode ser hostilizado em razão de sua decisão.
"Cada ministro vota de acordo com a sua consciência e a sua ciência do direito. E o fato é que Lewandowski tem votado com toda a consistência técnica, isenção, distanciamento das partes, transparência e desassombro, sem medo e sem receio de desagradar a quem quer que seja. É um dever de todos nós votar assim. Com isso, não estou dizendo que estejamos imunes a críticas, partam elas de qualquer setor. Todos nós estamos sujeitos a críticas, quanto a qualidade do nosso voto, da fundamentação. Mas que não descambe para o desacato, para a ofensa pessoal, porque aí a própria ordem jurídica resulta violada."
Fonte;G1
29/10/2012 19h29 - Atualizado em 29/10/2012 19h32

Gurgel pede 'reprimenda penal enérgica' a Dirceu, Genoino e Delúbio

Procurador tem reiterado pedidos para prisão imediata dos condenados.
Para chefe do MP, ministros podem ajustar penas ao final do julgamento.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, durante sessão no julgamento do mensalão (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)O procurador-geral da República, Roberto Gurgel,
durante sessão no julgamento do mensalão
(Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fez um apelo na noite desta terça-feira (30) em favor de uma "reprimenda enérgica" por parte do Supremo Tribunal Federal em relação aos réus do núcleo político do processo do mensalão, formado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, pelo ex-presidente do PT José Genoino e pelo ex-tesoureiro Delúbio Soares, já condenados.

Desde o início do julgamento, o chefe do Ministério Público, responsável pela acusação, tem pedido reiteradamente que os condenados sejam presos imediatamente ao final da análise.

"Eu acho que, a meu ver, no núcleo político, a conduta é de extrema gravidade, em razão dos cargos ocupados. Então, ali é indispensável que a reprimenda penal seja enérgica, [...] proporcional à extrema gravidade dos delitos", disse Gurgel ao final da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desta terça.

Roberto Gurgel afirmou estar "preocupado" com a efetividade da decisão de condenar 25 dos 37 réus pelo esquema de compra de votos no Congresso montado para beneficiar o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que, após a fase de dosimetria (tamanho das penas), voltará a cobrar a prisão imediata dos condenados.

"Minha preocupação nesse momento é com a efetividade da decisão do Supremo. [...] Que [os condenados] tenham punição adequada e proporcional à quantidade dos crimes que cometeram e que a decisão seja efetiva".
Gurgel afirmou ainda que o processo do mensalão é "diferente" dos demais e, por este motivo, cabe execução imediata das prisões, mesmo antes da publicação do acórdão. Para ele, é "inconcebível" que os réus aguardem a publicação do acórdão em liberdade.

"Eu diria que a utilização exacerbada de certos recursos pode levar a algo pior do que o estimado", disse, se referindo à previsão de que o acórdão seja publicado no início de 2013.

Penas
Ele disse que a pena de Marcos Valério, inicialmente estipulada em 40 anos - que ainda pode ser reajustada -, deve ser a maior do processo. "Chama atenção, mas é compreensível tendo em vista o volume de coisas pelas quais ele foi condenado. Estamos diante de pessoas que cometeram quantidade de crimes altamente significativa."

Gurgel afirmou acreditar que, ao final da dosimetria, os ministros devem ajustar as penas.

Ele ainda comentou a "pausa" de uma semana no julgamento, em razão da viagem do relator para tratamento de saúde. Para o procurador, o intervalo é positivo para que os ministros avaliem as divergências. Ele destacou que a dosimetria é uma fase "complexa, extremamente complexa".

"Temos processo com 38 acusados e processo em que cada um desses acusados tem uma grande quantidade de condutas. Isso transforma a dosimetria em operação extremamente complexa, sobretudo num colegiado. [...] É uma pausa boa para o Supremo assentar uma série de parâmetros e para estabelecer coerência entre as diversas penas."

Passaportes
O procurador evitou falar sobre o pedido de retenção de passaportes para os 25 condenados. "Uma preocupação com a efetividade da decisão do Supremo essa existe, sem dúvida nenhuma. Uma das medidas previstas na legislação processual penal é a retenção de passaportes", disse.

Fonte:G1
30/10/2012 23h11 - Atualizado em 30/10/2012 23h14

Defesa de Rogério Tolentino entrega passaporte ao Supremo


Advogado disse que se antecipou à requisição formal do documento.
Segundo ele, réu do mensalão 'não tem a mínima intenção de fugir'.

Fabiano Costa e Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
O advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, que defende Rogério Tolentino, um dos réus no processo do mensalão, informou nesta terça-feira (30) que entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o passaporte de seu cliente, condenado por três crimes no processo do mensalão.
A medida, segundo o defensor, foi para se antecipar à requisição formal do passaporte. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, solicitou que o Supremo autorize a retenção dos passaportes dos 25 condenados no processo do mensalão para evitar fugas do país.
O pedido feito por Gurgel está com o ministro-relator, Joaquim Barbosa, que ainda não decidiu sobre o tema e está nesta semana em viagem à Alemanha para tratamento de saúde. Ele pode decidir sozinho ou levar o tema ao plenário do Supremo.
Advogado de Marcos Valério, acusado de ter sido o operador do mensalão, Tolentino foi condenado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no processo.
Os ministros entenderam que ele participou de esquema de desvio de recursos públicos e obtenção de empréstimos fraudulentos para o pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio político ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, o passaporte de Tolentino foi enviado nesta segunda-feira (29) pelo Correio, endereçado ao setor de protocolo do Supremo, para ser encaminhado ao gabinete do ministro Joaquim Barbosa.
"Não saiu a notícia em todos os jornais do Brasil que o procurador da República – evidentemente para aparecer – requereu a apreensão dos passaportes? Então, por que vamos dar trabalho à Justiça de expedir mandados de prisão? Meu cliente não tem a mínima intenção de fugir", disse o defensor.
Dosimetria
Nas três sessões desde o início da fase de dosimetria (fixação do tamanho das penas), na última segunda (22), os ministros estipularam a punição de apenas um réu, Marcos Valério, condenado como o operador do esquema do mensalão. Eles também começaram a definir a pena de Ramon Hollerbach, ex-sócio de Valério.

Em razão da viagem do relator, o julgamento está paralisado nesta semana e será retomado no dia 7 de novembro. Ainda faltam a conclusão do caso de Hollerbach e a definição das penas dos outros 23 condenados.
Fonte:G1
30/10/2012 16h27 - Atualizado em 30/10/2012 16h27

Valério oferece delação ao Supremo, informa assessoria do tribunal


Acusado de ter sido operador do mensalão, ele recebeu 40 anos de prisão.
Em troca da delação, ele teria pedido 'proteção'. Advogado não confirma.

Fabiano Costa e Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
A assessoria do Supremo Tribunal Federal informou que o tribunal recebeu em setembro um fax, endereçado ao presidente Carlos Ayres Britto, no qual Marcos Valério, condenado como operador do esquema do mensalão, oferece a delação premiada (dar novas informações sobre o processo em troca de benefícios).
A assessoria não informou quem enviou o fax. No documento, segundo o G1 apurou, Valério pede "proteção" em troca da delação.
Indagado pelo G1 se propôs a delação, o advogado Marcelo Leonardo, que defende Valério, respondeu somente que não comentará "especulações" sobre seu cliente. “Sobre isso, não tenho nada a declarar”, afirmou.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, classificou o fax como "hiperlacônico", mas não quis comentar o conteúdo. Ele disse que determinou sigilo para o pedido e o encaminhou ao relator da ação penal do mensalão, ministro Joaquim Barbosa.
"Chegou um fax, não posso dizer o conteúdo porque está sob sigilo. Hiperlacônico. Mandei para Joaquim (Barbosa)", afirmou o presidente do STF nesta terça durante a cerimônia de posse da procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Eunice Pereira Amorim Carvalhido.
Acusado pelo Ministério Público de ser o operador do mensalão, Valério foi considerado culpado pelo Supremo por cinco crimes (corrupção ativa, evasão de divisas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato) e condenado a 40 anos, 1 mês e 6 dias de prisão - até o final do julgamento o tamanho da pena ainda pode mudar.
Sob condição de anonimato, um dos ministros do STF disse que, nesta altura do julgamento, ainda que Valério preste novo depoimento com informações sobre o esquema do mensalão, a iniciativa não ajudaria a reduzir a pena.
Segundo esse ministro, a única hipótese plausível para Valério ter proposto a delação premiada na reta final do julgamento é tentar evitar a prisão em regime fechado.
Com a alegação de que tem a vida sob ameaça, ele poderia – em tese – obter um regime diferenciado de detenção, como a prisão domiciliar, na hipótese de colaborar com a Justiça revelando fatos sobre o mensalão ou outros supostos crimes cometidos pelos personagens envolvidos no esquema.
“Acho que ele está temendo a vida e está querendo proteção de testemunha. Se você dá a proteção de testemunha, obviamente que o cara não pode ficar na prisão – ou tem de ficar isolado", afirmou o ministro.
Outro ministro ouvido pelo G1, que também não quis se identificar, observou que, se trouxer fatos novos relevantes, Valério pode, em tese, vir a ser incluído em um programa de proteção a testemunhas.
"É possível [integrá-lo ao programa de proteção a testemunhas]. Mas avaliar a serventia e utilidade do depoimento quem faz é o Ministério Público", afirmou o ministro.
Fonte:G1
30/10/2012 19h58 - Atualizado em 30/10/2012 20h37

Mesário que hostilizou revisor do mensalão pede desculpa em carta


No domingo, rapaz disse para Lewandowski mandar abraço para Dirceu.
Segundo gabinete, rapaz foi à casa do ministro em SP entregar carta.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, vota no Colégio Mário de Andrade, no Brooklin, em São Paulo (Foto:  Mastrangelo Reino/Folhapress)O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),
Ricardo Lewandowski, ao votar no último domingo
no Colégio Mário de  Andrade, no Brooklin,
em São Paulo (Foto: Mastrangelo Reino/
Folhapress)
O mesário que hostilizou, durante a votação do último domingo (28), o revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, mandou uma carta com pedido de desculpas, informou nesta terça (30) o gabinete do ministro. Na carta, o rapaz se diz arrependido de ter dito ao magistrado para ele mandar um abraço para José Dirceu.
Durante o julgamento do mensalão, o ministro votou pela absolvição do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu por entender que não havia provas de que ele comandou um esquema de compra de votos no Congresso em troca de apoio político ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o gabinete, o rapaz foi à casa do ministro em São Paulo, tentou falar pessoalmente com Lewandowski, mas ele não estava em casa. O mesário se disse emocionado e deixou uma carta com pedido de desculpas. A segurança do ministro identificou pelo nome e outros dados que o rapaz era mesmo o mesário que trabalhava na seção eleitoral de Lewandowski no último domingo.
"Venho por meio desta carta pedir perdão pelo meu comportamento no dia de 28/10/2012, segundo turno das eleições para prefeito da cidade de São Paulo. Estou profundamente arrependido de ter ofendido, sei que o senhor está muito bravo tanto pelo ocorrido como também pela repercussão que tal episódio gerou", diz a carta.
Segundo o gabinete, o ministro "em termos criminais" aceitou o pedido de desculpas, o que significa que Lewandowski não pretende ingressar com nenhuma ação contra o jovem. Ainda de acordo com o gabinete, Lewandowski decidiu não informar o nome do mesário envolvido para não expor o rapaz.
O gabinete informou que, durante a votação, foram registrados dois episódios de hostilidade ao ministro. Um do mesário e outro de uma mulher que teria dito que tem "nojo" do ministro. Lewandowski nega que tenha ouvido outros xingamentos ou hostilidades.
Embora o ministro não queira questionar criminalmente a atitude do mesário, o gabinete informou que o juiz eleitoral da área do mesário pode responsabilizá-lo administrativamente, por ter ofendido um eleitor.
Presidente do SupremoNesta segunda (29), o presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, disse que ligou na noite de domingo para o colega para saber o que ocorreu na seção eleitoral.
"Claro que já liguei com o propósito de dar assistência a ele, de ver se estava precisando de alguma coisa. Ele disse que não foi bem assim, que não recebeu uma hostilidade coletiva, uma agressão, um insulto público. Não houve essa dimensão macro, nem mesmo grupal. Ele recebeu uma indelicadeza por parte de uma mulher, que passou e disse qualquer coisa, uma palavrinha ofensiva, indelicada. E de um mesário, que falou se era da turma do José Dirceu, pediu para mandar um abraço a ele."
Para Britto, Lewandowski poderia dar voz de prisão ao mesário por desacato. "Mas ele estava ali como eleitor, foi exercer o direito dele de cidadão e não estava com espírito preparado para entrar em polêmica. Não é verdade que ele estivesse sob hostilidade coletiva. Eu também me tranquilizei, foi uma coisa mais episódica, localizada. Se fosse realmente algo mais encorpado, do ponto de vista numérico, seria extremamente preocupante."
O presidente do Supremo também destacou que nenhum juiz pode ser hostilizado em razão de suas decisões.
"Cada ministro vota de acordo com a sua consciência e a sua ciência do direito. E o fato é que Lewandowski tem votado com toda a consistência técnica, isenção, distanciamento das partes, transparência e desassombro, sem medo e sem receio de desagradar a quem quer que seja. É um dever de todos nós votar assim. Com isso, não estou dizendo que estejamos imunes a críticas, partam elas de qualquer setor. Todos nós estamos sujeitos a críticas, quanto a qualidade do nosso voto, da fundamentação. Mas que não descambe para o desacato, para a ofensa pessoal, porque aí a própria ordem jurídica resulta violada."
Fonte:G1
30/10/2012 12h56 - Atualizado em 30/10/2012 13h08

Relator 'errou' ao tratar Tolentino como sócio de Valério, diz defesa

Advogado apresentou memorial aos ministros do Supremo nesta quarta (31).
Em relação à corrupção, defesa pede que seja aplicada lei com pena menor.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
O advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, que defende Rogério Tolentino, informou que enviou nesta quarta-feira (31) um memorial aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no qual pede pena menor ao seu cliente e afirma que o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, errou ao tratar Tolentino como sócio de Valério na agência SMP&B.
Tolentino foi condenado por três crimes no processo do mensalão - corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Para a defesa, o advogado de Marcos Valério foi condenado "injustamente".
De acordo com o documento, o advogado pode ser culpado "única e exclusivamente" por ter tomado um empréstimo no Banco BMG e repassado para Valério. O memorial destaca votos de ministros que apontam que Rogério Tolentino usou a empresa dele, a Rogério Lanza Tolentino e Advogados Associados, para lavar dinheiro.
No memorial, Abreu e Silva aponta que Barbosa destacou em voto que todos os réus de lavagem cometeram o crime 46 vezes em continuidade delitiva (quando é punido por um crime e tem a pena aumentada em razão da quantidade de vezes que o crime foi cometido), pelos atos praticados pela agência SMP&B, de Valério, e o Banco Rural. A Procuradoria destacou na denúncia que Tolentino atuava como "sócio" de Valério.
"O erro de entendimento do relator, imputando ao suplicante atos que ele não praticou e pelos quais não foi processado, ocorridos unicamente entre a SMP&B e Banco Rural, se não corrigido em tempo, pode causar, sem qualquer dúvida, um erro judiciário", afirma o memorial.
Segundo a defesa, o próprio relator, em outro ponto, afirma que o crime antecedente de lavagem de dinheiro para Tolentino é a corrupção envolvendo parlamentares do PP.
Além disso, o memorial também afirma que, referente ao crime de corrupção ativa, deve ser aplicada para o réu a lei anterior à atual, que prevê 1 a 8 anos de prisão, e não a lei atual, que estipula a pena em 2 a 12 anos de prisão. A lei mudou em novembro de 2003 e, conforme a defesa, o oferecimento da vantagem indevida aos parlamentares ocorreu antes disso.
Passaporte
Nesta terça, o advogado já havia enviado ao Supremo passaporte de seu cliente. A medida, segundo o defensor, foi para se antecipar à requisição formal do passaporte. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, solicitou que o Supremo autorize a retenção dos passaportes dos 25 condenados no processo do mensalão para evitar fugas do país.

O pedido feito por Gurgel está com o ministro-relator, Joaquim Barbosa, que ainda não decidiu sobre o tema e está nesta semana em viagem à Alemanha para tratamento de saúde. Ele pode decidir sozinho ou levar o tema ao plenário do Supremo.
Segundo o advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, o passaporte de Tolentino foi enviado nesta segunda-feira (29) pelo Correio, endereçado ao setor de protocolo do Supremo, para ser encaminhado ao gabinete do ministro Joaquim Barbosa.
"Não saiu a notícia em todos os jornais do Brasil que o procurador da República – evidentemente para aparecer – requereu a apreensão dos passaportes? Então, por que vamos dar trabalho à Justiça de expedir mandados de prisão? Meu cliente não tem a mínima intenção de fugir", disse o defensor.
Fonte:G1
31/10/2012 17h42 - Atualizado em 31/10/2012 18h42

Câmara autoriza isenção de ISS para serviços da Fifa ligados à Copa

Câmara autoriza isenção de ISS para s

Pelo texto, Distrito Federal e municípios poderão reduzir tributo.
Entes deverão comprovar que isenção não prejudica equilíbrio fiscal.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (31) projeto de lei que autoriza o Distrito Federal e municípios a conceder isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para serviços executados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) relacionados à Copa do Mundo de 2014 e à Copa das Confederações, de 2013. Os dois eventos serão sediados no Brasil.
A proposta agora segue para votação no Senado. Com isso, todas as atividades da Fifa, como a realização de eventos de divulgação dos jogos e os serviços contratados para a organização dos dois eventos, poderão ter redução de tributo.
As cidades que optarem pela isenção do ISS deverão demonstrar a relação de custo-benefício da medida. "O Distrito Federal e os municípios concedentes da isenção deverão apresentar demonstrativo da estimativa da relação custo-benefício, os objetivos e metas pretendidas, considerando as repercussões para o equilíbrio fiscal e a receita corrente líquida", diz o texto.
Por sua vez, os beneficiados pela isenção de tributos terão que apresentar "demonstrativo do cumprimento de metas e dos níveis de investimento e empregos propostos e efetivamente alcançado", conforme o texto do projeto.
Além disso, o tipo de serviço contratado com redução do ISS terá que ser divulgado em detalhes pela internet no portal do município.

Compromisso
O relator da proposta na Câmara, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), destacou que a isenção de tributos foi um compromisso assumido com a Fifa quando o Brasil se candidatou a sediar a Copa do Mundo.

"O Brasil tinha que cumprir, pois é um acordo que constava no cardeno de compromissos que o Brasil assumiu quando da candidatura", disse. Ele afirmou que a renúncia de receita com a redução do imposto será compensada com os investimentos que o campeonato trará ao país.
"Acho que o país ganha com a realização desse evento. Ganha no turismo, com a divulgação das cidades e do país, ganha nos investimentos de infraestrutura que tem sido feitos. Portanto, acho que o saldo é positivo", avaliou.

Por sua vez, o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), criticou a redução de tributos à Fifa e lembrou que trata-se de uma entidade privada. "A Fifa terá lucros monumentais com a Copa. É dar dinheiro público para garantir o lucro de meia dúzia de cartolas que estão sendo investigados por corrupção", disse.

Fonte:G1
31/10/2012 19h41 - Atualizado em 31/10/2012 20h36

Costa Leste dos EUA tenta retomar rotina após supertempestade Sandy

Tormenta matou ao menos 43 pessoas e semeou caos em Nova York.
Presidente Obama visita região afetada em Nova Jersey nesta quarta.

Do G1, com agências internacionais
 A Costa Leste dos EUA tenta retomar sua rotina nesta quarta-feira (31), após a violenta passagem da supertempestade Sandy, que provocou destruição, inundações, blecautes e pelo menos 43 mortes.
Vários espetáculos e musicais da Broadway serão retomados nesta quarta em Nova York, uma das cidades mais afetadas, com 18 mortos. Espetáculos de sucesso como 'Jersey Boys' e 'The Book of Mormon' voltarão a ser encenados, anunciou a Broadway League Industry.
A Bolsa de Valores de Nova York também retomou os negócios, após dois dias de paralisação.
Os transportes públicos também voltavam aos poucos ao normal, com ônibus já circulando. O metrô deve voltar em até três dias, segundo o prefeito Michael Bloomberg.
Os aeroportos John F. Kennedy International e Newark Liberty International, dois dos três principais terminais aéreos da região de Nova York, reabriram parcialmente nesta  manhã, informou a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey.
O aeroporto de LaGuardia permanecerá fechado, acrescentou a Autoridade Portuária em seu site.
Os organizadores da maratona de Nova York confirmaram que a famosa prova será disputada no próximo domingo, apesar da situação caótica.
Blecautes
Apesar da retomada gradual, a volta da energia elétrica ainda deve demorar em algumas localidades.

Mais de 8,2 milhões de lares e comércios, em 18 estados, ficaram sem eletricidade na Costa Leste dos Estados Unidos por causa da supertempestade, informou o governo federal. Os estados mais atingidos são Nova York (2 milhões) e Pensilvânia (1,3 milhão), segundo o Departamento de Energia.
Visita de Obama
O presidente americano, Barack Obama, que interrompeu sua campanha eleitoral desde a segunda-feira por conta da tempestade, visitou nesta quarta o estado de Nova Jersey, um dos mais duramente afetados.

O presidente disse na véspera que a crise causada pela supertempestade ainda não acabou, afirmando que faria o que fosse preciso para lidar com um drama que, segundo ele, deixou os Estados Unidos de coração partido.
"Esta tempestade ainda não acabou", disse Obama durante uma visita ao quartel-general da Cruz Vermelha americana, em Washington.
O guia de Obama na visita será o governador republicano Chris Christie, um aliado expressivo de seu rival na disputa pela Casa Branca, Mitt Romney, mas que tem elogiado Obama e a resposta do governo federal à tempestade.
O governador Christie disse que o furacão provocou uma "devastação inimaginável" na costa e que os trabalhos para retirar moradores presos pelas inundações continuam.
A Guarda Nacional está ajudando nos trabalhos na região, onde muitas casas foram arrancadas de suas bases e arrastadas pelos ventos e pela água.
Rodovia à beira-mar em Rodanthe, Carolina do Norte, danificada nesta terça-feira (30) pela passagem de Sandy (Foto: AP)Rodovia à beira-mar em Rodanthe, Carolina
do Norte, danificada nesta terça-feira (30) pela
passagem de Sandy (Foto: AP)
Uma empresa de previsão de desastres estimou que as perdas econômicas poderiam chegar a US$ 20 bilhões, sendo apenas metade desse valor garantida por seguros.
Sandy tocou a terra na noite desta segunda pela costa de Nova Jersey, com ventos de 130 km/h e deslocando-se a 37 km/h.
Nesta quarta-feira, Sandy avançou em direção ao interior e fez nevar nas montanhas do Apalache. A tempestade continua movendo-se devagar sobre a Pensilvânia, e deve seguir para o norte em direção ao oeste do Estado de Nova York e ao Canadá, informou o Serviço Nacional de Meteorologia.
Foram emitidos alertas de nevascas e avisos de enchentes na costa para as margens dos Grandes Lagos.
Campanha interrompida
A passagem da tempestade interrompeu a campanha eleitoral americana, a uma semana das equilibradas eleições de 6 de novembro.

Tanto Obama como seu rival republicano, Mitt Romney, cancelaram eventos eleitorais.
Os dois candidatos têm consciência da importância política de dedicar toda a atenção às consequências da tragédia, pois lembram do que aconteceu com o furacão Katrina em 2005.
A resposta ao Katrina, que devastou Nova Orleans (Louisiana, centro-sul do país), foi encarada como um fracasso das autoridades, lideradas pelo então presidente republicano George W. Bush, o que marcou o restante de seu segundo mandato.
Em sua passagem pelo Caribe, na semana passada, Sandy deixou 67 mortos, milhares de desabrigados e muitos prejuízos. Só no Haiti, foram 51 mortos.
Fonte:G1
31/10/2012 07h01 - Atualizado em 31/10/2012 16h45

Governo Obama apressa liberação de verbas para reagir a supertempestade


Agência afirmou ter dinheiro suficiente para ajudar os milhões de afetados.
Sandy castiga Costa Leste dos EUA a uma semana da eleição presidencial.

Da Reuters
O governo Obama, interessado em mostrar agilidade na reação à supertempestade Sandy, disse ter dinheiro suficiente para ajudar imediatamente milhões de pessoas prejudicadas pela tragédia nos Estados Unidos.
O diretor da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema) afirmou também que o presidente Barack Obama acelerou a liberação de verbas para as áreas mais atingidas pela tempestade, que passou pelos EUA a exatamente uma semana da eleição presidencial.
Craig Fugate, diretor da Fema, disse a jornalistas na terça-feira que foi excepcional que Obama declarasse situação de "grande desastre" em Nova York e Nova Jersey enquanto a catástrofe ainda estava se desenrolando.
Isso dá a esses Estados assistência financeira federal direta para os indivíduos, como proprietários de imóveis e empresas, que podem solicitar ajuda da Fema. Na terça-feira à noite, Obama incluiu também Connecticut nessa lista.
"Isso é extraordinário, no sentido de que geralmente fazemos avaliações mais minuciosas, e muitas vezes isso demora mais", disse Fugate a jornalistas.
Sandy chegou na noite de segunda-feira à Costa Leste dos EUA, na altura de Nova Jersey. A maior tempestade a atingir o país em várias décadas causou inundações e apagões, e o número de mortos já chega a pelo menos 43 nos EUA, além de 1 no Canadá.
Obama também autorizou "declarações de emergência" para outros Estados que vão da Virgínia Ocidental e Massachusetts, e também para o Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington. Essas declarações permitem que a Fema coordene os esforços de auxílio às vítimas, e fornecem a base para uma ajuda federal de US$ 5 milhões -- os Estados podem negociar acréscimos.
A Fema tem um pouco mais de US$ 7 bilhões que podem ser rapidamente acessados para ajudar as vítimas. Com aprovação do Congresso, a agência pode liberar mais US$  11 bilhões.
Fugate não deu indicações na terça-feira sobre quanto tempo poderá levar o trabalho de limpeza e recuperação após a supertempestade. A Fema ainda está trabalhando em projetos relacionados à passagem do furacão Irene, no ano passado, e o Sandy parece ter causado bilhões de dólares em estragos -- o dobro ou até o triplo do prejuízo causado pelo Irene, segundo empresas especializadas nesse tipo de avaliação.
Fonte:G1
31/10/2012 08h54 - Atualizado em 31/10/2012 09h08

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