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domingo, 10 de março de 2013

GREVE DOS TÉCNICOS EM ENFERMAGEM DE CARPINA-PE

Funcionárias da Unidade Mista Francisco Chateubriand, reinvidicam melhores condições de trabalho.
          Os Profissionais de Enfermagem da Unidade Mista Francisco Chateubriand, localizado na Av. Conselheiro João Alfredo S/Nº, fizeram uma paralização de advertência  nos dias 11 e 12 de Fevereiro, sem que a Gestão apresentasse uma solução ou mesmo se mostrasse aberta ao diálogo. Os profissionais reclamam da falta de condições de trabalho, PCCV (Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos), gratificações (Adicional Noturno,SUS,Gratificação de Emergência) além da gratificação de Insalubridade que foi retirada e os mesmos requerem o retorno desta gratificação com retroativo.
        Quanto as condições de trabalho, não é difícil observar o sucateamento da Unidade Mista:

 >A sala de medicação é um cubículo que não oferece conforto ao paciente nem ao profissional;

>A ambulância encontra-se em condições precárias pondo em risco a vida dos profissionais e dos pacientes que necessitam de transferência, pois a trava de segurança da porta não funciona corretamente fazendo com que, algumas vezes, a porta se abra com a ambulância em movimento e a trava de segurança da maca, também quebrada, faz com que a mesma seja amarrada a ambulância com ataduras (o que não garante a integridade física do paciente durante a remoção).


        Os profissionais também reclamam do atrazo no pagamento dos salários e da falta de reajuste. De acordo com eles, o salário (de R$ 622,00 sem adicional de SUS e outras gratificações) encontrava-se bastante atrazado gerando o acúmulode dívidas e muitos transtornos, visto que o pagamento de dezembro apenos foi efetuado na 1ª semana de fevereiro.
       A principal reivindicação desses profissionais diz respeito a regularização da carga horária que antes era de 24hs x 120hs e passou a ser, a partir dessa nova gestão, 24hs x 72hs. Os mesmos afirmam, ainda, que existe três diferentes escalas vigorando no mesmo município - contrariando as leis trabalhistas.


Faixa do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco, responsável por conduzir as negociações.

        Como não houve negociação, após as 72hs de aviso prévio (como manda a Lei), o SATEN deflagrou a greve no dia 04 de março a partir do meio-dia. A Lei define que em caso greve pelo menos 30% dos funcionários trabalhem no atendimento da população, porém os técnicos em enfermagem da Unidade Mista decidiram  respeitar um regime de revesamento em que 50% deles trabalhem em cada plantão.
       Ontem (sábado, 09/03), porém, na hora do revezamento os profissionais foram impedidos de entrar até mesmo para buscar seus pertences. os guardas municipais (que são contratados, mas deveriam ser concursados) afirmaram que agiam seguindo orientação do coordenador de enfermagem e este, sob orientação da própria secretaria de saúde do município.
        Esse fato gerou um boletim de ocorrência (B.O) na delegacia local gerando ainda mais constrangimentos e desgaste.

              Nota: Na ocasião, a Auxiliar de Enfermagem Laudicéa Ramos (de Camaragibe-PE ,com  residência em Carpina-PE) encontrava-se na Unidade na condição de paciente  presenciou  o tumulto.


         Laudicéa informa que foi atendida por profissionais contratados pela gestão para substituir os profissionais em greve,em desacordo a Lei 7.498 de 25 de Junho de 86 (Regulamentação do exercício da Enfermagem ) na SEÇÂO IV, dos  DIREITOS, Art: 60; 61; 62; 63; 64 e das PROIBIÇÕES, no Art: 73 e 74.
        Os profissionais informaram que o COREN (Conselho Regional de Enfermagem), compareceu a Unidade na Quarta Feira dia 06 de Março, porém, tudo continuou do mesmo geito.


Atenção Órgãos Fiscalizadores!

As Leis que protegem os trabalhadores  existem, basta apenas o seu efetivo cumprimento.

 O Direito de Ir e Vir tem amparo legal na Constituição Federal;
 É livre a reunião pacífica em locais abertos ou públicos desde que avisados previamente
 É garantido o direito de greve, desde que obedecidos os limites  da Lei;
 A Plena liberdade de associações para fins lícitos;
 A liberdade do exercício profissional  desde que atendidas as qualificações;
 A Redução dos riscos inerentes ao trabalho;
 Piso salarial proporcional à  extensão e à  complexidade do trabalho (O salário mínimo é apenas um  indicador, cada categoria  tem o seu piso).
 


    



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