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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Avenida Paulista teve média de um protesto a cada 3 dias em 2013

A Avenida Paulista teve em média uma manifestação a cada três dias em 2013, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Foram 129 protestos, contra 83 em 2012  - um aumento de 55,4%.
No total, a CET registrou 1.001 protestos na cidade no ano passado - sendo que a Paulista é o principal ponto de encontro. A via é considerada uma importante interligação do sistema viário da capital. Segundo a companhia, no horário de mais movimento, trafegam por lá 6.939 veículos por hora.

As manifestações na Paulista se concentraram em junho, quando pessoas se reuniram 19 vezes para reclamar principalmente contra o aumento das tarifas de ônibus. Este foi o estopim de manifestações que levaram mais de um milhão de pessoas às ruas e forçaram o governo a voltar atrás na decisão de elevar em R$ 0,20 o preço das passagens.
Além do transporte público, levantamento feito pelo G1 com base nos casos noticiados aponta que a via também teve protestos contra a corrupção no país, a favor da legalização da maconha e pedindo mais direitos a mulheres,deficientes auditivos, animais, autistas, índios e ciclistas.
Foram sete protestos pedindo reajuste salarial, quatro contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e três envolvendo médicos. Além disso, entre abril e maio,professores estaduais em greve tomaram as ruas seis vezes para exigir maiores salários e mudanças na política de contratação de novos docentes.
Dos 91 protestos noticiados, 18 aconteceram em uma sexta-feira, o dia mais popular. O segundo é sábado, com 17, seguido por quinta (14) e quarta (12). Os outros dias tiveram 10, cada um. Quanto ao horário, 54 foram no período da tarde; 19, à noite; e 18, de manhã.
A CET não divulgou o total de protestos já ocorridos em 2014. Neste ano, o G1 noticiou seis atos na via, sendo quatro em fevereiro e dois em janeiro.
Livre manifestação na cidade
No geral, São Paulo teve uma média de 83,4 protestos por mês no ano passado. O número é alto se comparado aos anos anteriores: a média de 2012 foi de 32,5; a de 2011, 38,5; e a de 2010, 28,4.

De acordo com a CET, manifestações são garantidas pela Constituição e podem ser feitas em qualquer lugar da cidade. Apesar disso, o órgão recomenda que os atos ocorram em locais que tragam menos impacto ao trânsito.
A única restrição é a realização de grandes eventos na Paulista, que só pode receber o Réveillon, a Corrida de São Silvestre e a Parada Gay. "Por exemplo, se uma empresa tiver interesse em fechar a Avenida Paulista para uma 'micareta', este pedido será imediatamente vetado pela CET", explica a companhia. 
Além disso, a companhia destaca que, segundo a Lei de Evento, “toda e qualquer atividade, seja em via aberta à circulação ou em local fechado, que interfira nas condições de normalidade das vias do município, perturbando ou interrompendo a livre circulação de pedestres e/ou veículos, ou colocando em risco a segurança de pessoas e bens, só poderá ser realizada mediante autorização da entidade de trânsito com circunscrição sobre a via”.
A lei também determina que os organizadores de um protesto não podem ser multados por causa de possíveis custos operacionais de monitoramento por se tratar de um evento que traz “uma expressão pública de opinião sobre determinado fato”. 
Fonte:G1

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