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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Preso pela morte do cinegrafista acusa partidos de aliciar ativistas

Caio Silva de Souza, um dos suspeitos da morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, prestou depoimento depois de ter sido encaminhado para o presídio. Ele diz que Fábio Raposo, o outro suspeito do crime, acendeu o rojão que atingiu o cinegrafista.
Ele afirmou que tem pessoas que aliciam jovens para participar de passeatas. E que já foi convidado também para participar de forma remunerada. Caio disse que não conhece essas pessoas que aparecem no meio da manifestação e que falam que, se tiver com dificuldade financeira para voltar na próxima, pode pegar com eles o dinheiro da passagem, bem como aparecem com lanches e quentinhas.
Caio disse também à polícia que algumas pessoas são encarregadas de distribuir pedras e apetrechos, mas não sabe quem são. Perguntado se existem financiadores,  disse que existem, sim, tais financiadores, mas que é preciso investigar por dentro. Ele diz acreditar que os partidos que levam bandeira são os mesmos que pagam os manifestantes. Ele contou já ter visto bandeiras do PSOL, PSTU e a FIP, que, segundo ele, são os financiadores.


Sobre o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, Caio disse que Fábio deu o objeto a ele e que pensou ser um sinalizador. Fábio Raposo é o outro suspeito, preso no domingo (9). Na entrevista desta quarta, Caio disse que achou que o artefato fosse um outro tipo de explosivo.
Para o delegado que cuida do caso, Fábio Raposo e Caio de Souza estavam juntos e têm a mesma responsabilidade na morte do cinegrafista.
A polícia informou que não vai atrasar a conclusão do caso por causa das suspeitas de aliciamento de jovens para participar de protestos violentos. Essas denúncias estão sendo investigadas em paralelo. Nesta sexta (14), o delegado entrega ao Ministério Público o inquérito sobre a morte do cinegrafista.
Em nota, o PSOL declarou que nunca teve contato com os suspeitos, que são levianas as acusações que recebeu de envolvimento nesse episódio. E que não utiliza, nem defende a violência nas manifestações.
O PSTU também divulgou nota em que nega ter qualquer ligação com black blocs ou grupos da mesma ideologia. Afirmou também que, no ano passado, foi o único partido de esquerda a discordar publicamente dos métodos empregados por esses setores do movimento social.
A FIP, Frente Independente Popular, e a ativista Elisa Quadros foram procurados pelo Jornal Nacional, mas não deram retorno.
Fonte:G1

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