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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Japão poderá retomar atividade nuclear

As autoridades japonesas consideraram, nesta quarta-feira (16), que dois reatores do sudoeste do país cumprem com os critérios de segurança, uma etapa crucial para a retomada da atividade nuclear nos próximos meses, três anos e meio após o desastre de Fukushima.
Durante este tempo, várias unidades funcionaram durante alguns meses, mas nenhuma tinha recebido o certificado conforme as novas normas, mais severas, que entraram em vigor em julho de 2013.
É a primeira vez após o acidente que se dá sinal verde a reatores nucleares, visto que o parque que tem um total de 48 no Japão encontra-se completamente inativo atualmente.
A certificação definitiva de segurança por parte da autoridade independente criada após a catástrofe de 11 de março de 2011, em Fukushima, é indispensável para retomar a atividade de qualquer reator no arquipélago.
Esta aprovação deve ser definitivamente ratificada após um período de apelações que vai durar 30 dias.
Se tudo sair bem, a validação técnica de Sendai 1 e 2 será aprovada em agosto. A autoridade se limita, no entanto, a dizer se as instalações são seguras ou não e sua reativação depende da decisão dos políticos em nível local e/ou nacional.
As razões são políticas e econômicas. O Japão quer ser independente energeticamente e pretende acabar com os importantes déficits comerciais desde a parada dos reatores, que o obrigou a importar a preço de ouro grandes quantidades de combustível para abastecer suas usinas térmicas.
A possibilidade de reativar os reatores enfrenta a oposição dos ativistas antinucleares, como Greenpeace, que assegura que milhares de habitantes de Kagoshima, onde estão as unidades Sendai 1 e 2, e da província vizinha de Kumamoto estão muito preocupados pela falta de um plano real de evacuação da população em caso de necessidade, especialmente de idosos, crianças ou pessoas hospitalizadas.
 

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