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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Onze ex-oficiais da ditadura de Pinochet são condenados por torturas

A justiça chilena condenou  onze ex-oficiais da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), em  casos de violações dos direitos humanos por sequestro e tortura de 14 pessoas, entre elas dois deputados. 
Foi confirmado a sentença de três anos de prisão para o ex-general Roberto Schmied, ex-diretor da (CNI) - a polícia secreta de Pinochet desde 1977- e para outros três ex-agentes por torturas contra o atual deputado Sergio Aguiló.
Aguiló, atualmente deputado da Esquerda Cidadã (IC), foi detido e torturado em um quartel da CNI em dezembro de 1981. 
Por esse caso, também foram confirmadas as penas de 61 dias de prisão para outros dois ex-agentes da CNI. 
A todos os condenados foi concedido o benefício da redução condicional da pena e somente o ex-agente Álvaro Corbalán está preso, condenado à prisão perpétua por outros casos de violação dos direitos humanos. 
O juiz Miguel Vásquez condenou cinco ex-oficiais da Força Aérea do Chile (Fach) pelo homicídio qualificado de Alfonso Carreño, e pelo sequestro de outras 12 pessoas, todos eles vinculados a partidos de esquerda. 
Na lista de sequestrados está Guillermo Teillier, atual deputado e presidente do Partido Comunista (PC) que, junto com outras vítimas, foi detido, interrogado e torturado na Academia de Guerra da Força Aérea do Chile em 1974. 
Por esse caso, o ex-coronel Edgar Cevallos foi condenado a 27 anos por homicídio qualificado e sequestros qualificados, pelos quais outros quatro ex-oficiais sofreram penas de cinco a dez anos.Os condenados podem recorrer à Suprema Corte do país. 
A crimes da brutal ditadura de Pinochet deixaram mais de 3.200 pessoas mortas. Acredita-se que 38 mil tenham sido torturadas, segundo dados oficiais.

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