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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

USP perde recurso e paga salários atrasados de servidores em greve

Nesta quinta-feira (4) a Universidade de São Paulo informou que realizou  o pagamento do salários dos servidores que deveriam ter sido pagos em 5 de agosto. Também nesta quinta, o Supremo Tribunal Federal (STF) informou que rejeitou o pedido da USP para suspender a ordem do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-2) que determinou, na segunda-feira (1º), que a instituição fizesse o pagamento dos salários em 48 horas e que se abstivesse de praticar novos descontos de salários dos grevistas, sob pena de multa de R$ 30 mil por dia de atraso.
A segunda reunião de conciliação entre a reitoria da USP e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na tarde de quarta-feira (27), terminou, mais uma vez, sem acordo. Uma nova tentativa já foi para marcada para a sexta-feira (5), às 14h.
As negociações entre as partes foram conduzidas pelo desembargador Davi Meirelles e pela juíza Patrícia Therezinha de Toledo, do Núcleo de Conciliação de Coletivos do TRT de São Paulo.
A greve de docentes e funcionários da universidade começou em 27 de maio e já é a mais longa dos últimos dez anos. As três categorias da USP reivindicam a derrubada do congelamento de salários proposto pelos reitores da USP, da Unesp e da Unicamp, que negociam com os sindicatos por meio do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).
Desde 4 de agosto, os servidores protestam contra o desconto dos dias parados. Cerca de 300 grevistas fecharam a entrada da reitoria e bloquearam também o Centro de Práticas Esportivas, ao Departamento de Tecnologia e Informação, à Administração Central e à Prefeitura do Campus. Os restaurantes centrais e as três creches também foram fechados. No dia 5 de agosto, manifestantes acamparam no campus.
Nesta sexta (4), o comando de greve vai avaliar a situação e, na segunda (8), uma assembleia geral deverá deliberar sobre a proposta do TRT. Os grevistas reivindicam um reajuste salarial de 9,78%, mas o índice do dissídio ainda segue em análise para julgamento, de acordo com o TRT.

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