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terça-feira, 9 de setembro de 2014

USP, Unesp e Unicamp vão negociar abono a grevistas individualmente

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulista (Cruesp) anunciou, na tarde desta quarta-feira (3), que as negociações de pagamento de abono salarial aos funcionários e professores deverão ser feitas individualmente entre cada reitoria e os sindicatos. A proposta de reajuste salarial de 5,2% salarial para os servidores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), pagos em duas parcelas, foi mantida.
Parte dos servidores está em greve desde o fim de maio em protesto contra a oferta de congelamento de salários feita pelos conselho no primeiro semestre.
Além do reajuste, os grevistas também negociam bônus salarial com as instituições. Os reitores da Unesp e da Unicamp já haviam oferecido abonos de 21% aos servidores, mas nem todos os campi haviam aceito a proposta.
No caso da USP, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), que mantém reuniões de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e representantes da reitoria, sugeriu na semana passada que a instituição pagasse um abono de 28,6% aos funcionários.
A Associação dos Docentes da USP (Adusp) defendeu o abono de 28,6% como forma de reposição salarial referente aos meses entre maio e agosto. O Sintusp também deu indicativo de aceitação do valor, mas desde que os funcionários não reponham as horas não trabalhadas durante os mais de 100 dias de greve.
As próximas assembleias dos dois sindicatos vão acontecer na próxima quinta-feira (11). Segundo a assessoria de imprensa da reitoria da USP, a decisão sobre o valor do abono só pode ser feita pelo Conselho Universitário, e o reitor Marco Antonio Zago convocou os conselheiros para uma reunião no próximo dia 16.

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