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sábado, 4 de outubro de 2014

Bolivianos apelam ao diabo contra montanha local


Minas de Cerro Rico são fonte de riqueza e temor para moradores da região (Foto: Catharina Moh/BBC)
Minas de Cerro Rico (Foto: Catharina Moh/BBC)
As minas da montanha de Cerro Rico, na Bolívia, têm cerca de 500 anos de idade.
A região está cheia de túneis e perigos, o que transforma a montanha em uma armadilha para quem trabalha no local.
A população chega a apelar até para o diabo, rogando por segurança: a superstição fez com que os trabalhadores colocassem imagens de uma criatura com chifres nos túneis.
Marco, 15 anos, um dos moradores da região, trabalha em um destes túneis perigosos, coberto de suor e poeira. Ele carrega rochas em um carrinho de mão - algo que repete entre 35 e 40 vezes durante seu turno de cinco horas de trabalho, frequentemente à noite, depois de passar o dia na escola.
Um relatório do ombudsman do governo da Bolívia estima que 145 crianças trabalham nas minas. Outra estimativa sugere que o número de crianças trabalhando na montanha possa chegar a 400.

Cerca de 15 mil mineiros trabalham na montanha, e uma associação local informa que 14 mulheres da região ficam viúvas a cada mês. A expectativa de vida é de 40 anos em média.
O FMI afirma que a Bolívia reduziu seus níveis de pobreza e quase triplicou a renda per capita desde que o presidente Evo Morales assumiu o cargo, em 2005.
No dia 12 de outubro, Morales tentará ser eleito para o terceiro mandato, prometendo devolver aos pobres as riquezas da terra.
Para os que vivem em Cerro Rico, os benefícios do governo de Morales parecem ainda não ter chegado.
 

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