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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Libéria: Profissionais de saúde em greve por conta do risco de ebola

Médicos e enfermeiros na Libéria entraram em greve nacional aumentando a crise  do sistema de saúde do país, que sofre com a epidemia de ebola desde março. Os profissionais cruzam os braços para conseguirem um aumento no adicional de risco por trabalharem na contenção do surto, que já matou mais de quatro mil pessoas em todo o mundo.
A Libéria é um dos países mais afetados pelo vírus. Atualmente, um médico por lá recebe salário mensal entre US $ 200 e US $ 300. Ao soldo básico o adicionado a taxa de risco para aqueles que trabalham em situações de risco como no caso do ebola, de US $ 500. O movimento grevista que elevar justamente esse adicional para US $ 700.
A ameaça de paralisação alarmou o país. O ministro assistente da Saúde da Libéria, Tolbert Nyenswah, disse que uma greve teria consequências negativas para aqueles que sofrem de ebola e afetaria negativamente os progressos realizados até agora na luta contra a doença. O governo alegou que até o momento não há recursos para elevar o adicional de risco.
Médicos e enfermeiros também exigem mais equipamentos de proteção individual e segurança no local de trabalho. Desde o início da epidemia, noventa e cinco profissionais de saúde morreram em decorrência do vírus, que contraíram enquanto trabalhavam na contenção da epidemia.
As eleições na Libéria foram adiadas para evitar que o agrupamento de eleitores em locais de votação possa disseminar ainda mais o vírus.


Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/medicos-enfermeiros-da-liberia-fazem-greve-por-conta-do-risco-de-ebola-14228788#ixzz3G2hHc7Da

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