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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Médico que tratou da auxiliar de enfermagem com ebola denuncia falhas

Em um relatório publicado nesta quinta-feira (9) um médico que tratou a espanhola com ebola denunciou, por dois jornais, múltiplas falhas, de uma roupa com mangas muito curtas à falta de resposta aos pedidos de transferência a um centro especializado.
Em seu relatório, publicado pelo "El Mundo" e pelo "El País", explica como se ocupou durante quase 16 horas da auxiliar de enfermagem Teresa Romero, de 44 anos, depois que ela contraiu o vírus tratando um missionário espanhol repatriado com ebola e que faleceu em 25 de setembro em Madri.
Imagem retirada de vídeo mostra funcionários em roupas especiais limpando o quarto onde o missionário Miguel Pajares foi tratado em Madri (Foto: Madrid Regional Health Authority/AP)
funcionários limpando o quarto 
(Foto: Madrid Regional Health Authority/AP)
Segundo Parra, quando Romero chegou ao amanhecer ao hospital de Alcorcón, a localidade ao sul de Madri onde vive, foi colocada em um quarto isolado, devido ao temor de que estivesse contaminada pelo ebola.
Quando ele começou seu serviço, por volta das 8h (3h de Brasília), a mulher já apresentava sintomas com erupções cutâneas no tronco e na virilha, dores musculares e tosse, escreve.
Apenas ele e os funcionários da enfermaria entraram no quarto com um "traje de primeiro nível" de proteção: uma bata impermeável, dois pares de luvas, uma touca e uma máscara cirúrgica.
Com o passar das horas, o estado de saúde de Romero se deteriorou brutalmente. Mas foi pela imprensa que o doutor soube do resultado do teste de Ebola da paciente, "embora a primeira amostra fosse positiva", afirma.
Depois, "fui informado da possibilidade de positividade às 17h, e procedemos para a utilização do 2º traje de maior nível fornecido
Naquele momento a paciente já apresentava "muita diarreia, vômitos, mialgia e começava a ter uma febre de até 38 graus", afirma.
"Volto a informar sobre a necessidade urgente de transferência da paciente" ao Hospital La Paz-Carlos III de Madri, onde os dois missionários falecidos pelo vírus em agosto e setembro haviam sido tratados, lembra.
Às 19h é informado por telefone que a paciente será transferida, mas a ambulância só chega às 0h".

Fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/10/medico-espanhol-que-tratou-paciente-com-ebola-denuncia-falhas.html

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