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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Paquistão: Tribunal condena atriz a 26 anos de prisão por blasfêmia


A atriz paquistansesa Veena Malik e seu marido,Assad Bashir (Foto: Reprodução/Facebook/Veena Malik)
A atriz paquistansesa Veena Malik e seu marido,
Assad Bashir (Foto: Reprodução/Facebook/Veena
Malik)
A polêmica atriz Veena Malik, seu marido Assad Bashir, a apresentadora Shaista Wahidi e o dono do maior grupo de comunicação do país Shakil-ur-Rahman foram condenados a 26 anos de prisão por cometerem blasfêmia em um programa de televisão no Paquistão, informou uma fonte oficial.
O Tribunal Superior da província de Gilgit-Baltistan anunciou na terça-feira a condenação à prisão, ao pagamento de uma multa de 1,3 milhões de rúpias paquistanesas (cerca de R$ 31,4 mil) e o mandado de prisão dos condenados, que ainda não foi cumprido, segundo o porta-voz do órgão, Saleem Qara.
A imprensa local especula que os envolvidos, cujo paradeiro ainda é desconhecido, estejam fora do país.
Tudo começou em maio deste ano, o casamento de Malik e Bashir foi mostrado no programa de Wahidi com uma música que fala sobre o casamento da filha do profeta Maomé, o que líderes religiosos do país consideraram blasfêmia.
Rahman, diretor executivo da "Geo TV", foi denunciado e condenado por permitir a trasmissão do programa.
A dura lei antiblasfêmia do Paquistão foi estabelecida na época colonial britânica para prevenir conflitos religiosos, mas nos anos 80 várias reformas feitas pelo ditador Muhammad Zia ul Haq favoreceram o abuso da norma.
Na prática, esta legislação é usada contra as minorias religiosas e estabelece penas de prisão e inclusive a pena de morte, embora ninguém tenha sido executado por isso.
As tentativas de reforma da lei ao longo dos anos não avançaram devido à resistência de fundamentalistas islâmicos. Em 2011, o governador da província de Punyab, Salman Taseer, e o ministro cristão de Minorias, Shahbaz Bhatti, foram assassinados por se oporem à legislação e pedirem uma reforma.

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