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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Rússia: Nova tentativa por diálogo na Síria esbarra em Assad


Novos esforços da Rússia para realizar negociações de paz na Síria não devem progredir porque Moscou rejeita os pedidos do Ocidente para a saída do presidente sírio, Bashar al-Assad.
Moscou tem apoiado Assad há tempos, incluindo com armamentos, mas ele se tornou um aliado mais importante para a Rússia desde os protestos da Primavera Árabe que derrubaram líderes no Oriente Médio, alguns dos quais tinham laços próximos com o Kremlin. 
Com sua influência no Oriente Médio enfraquecida e o relacionamento com o Ocidente cada vez mais tenso por causa do conflito na Ucrânia, Moscou está tentando reiniciar as conversas na Síria que naufragaram em Genebra, em fevereiro deste ano. 
A Rússia diz que a ascensão de militantes do Estado Islâmico, que controlaram grandes faixas territoriais na Síria e no Iraque, torna urgente a união de todas as forças contra eles. Mas diplomatas ocidentais dizem que Moscou não está oferecendo nenhuma solução nova. 
Moscou convidou o ministro sírio de Relações Exteriores, Walid al-Moualem, para uma visita nesta semana após uma viagem semelhante de um ex-líder da oposição na Síria no começo de novembro.
A Rússia diz que cooperar com Damasco é indispensável para combater “terroristas" em solo. Os Estados Unidos se recusam a cooperar com Assad em uma campanha de ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico e outros grupos militantes, iniciada em setembro.
A oposição síria e seus apoiadores árabes, além dos EUA, querem a saída de Assad do poder.
Explosão é vista na cidade síria de Kobane nesta segunda-feira (17) (Foto: Osman Orsal/Reuters)
 (Foto: Osman Orsal/Reuters)
“Exigir a saída de Assad não faz sentido agora que o inimigo principal de todos é o Estado Islâmico, e uma desestabilização final do poder na Síria pode beneficiá-los”, disse Fyodor Lukyanov, um analista de política externa com estreitos laços com autoridades russas.
Moscou reiterou que está pronto para intermediar conversas de paz na Síria, mas ainda não está claro quem representaria a oposição.

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