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domingo, 14 de dezembro de 2014

Guatemala: O 'pior hospital do mundo'


Muitos pacientes parecem estar desesperados
 para saírem do hospital guatemalteco (Foto: BBC)
Um hospital na Guatemala foi descrito por ativistas como a instituição médica mais perigosa do mundo. Ex-pacientes dizem que eles foram abusados sexualmente enquanto sedados, e o próprio diretor admite – filmado por uma câmera escondida da BBC – que seus pacientes ainda são abusados.
Ambiente do hospital é imundo, segundo funcionários que falam à BBC.
Eles choram e dizem correr perigo (Foto: BBC)
 
Corpos imóveis deitados no chão de concreto do pátio sob o sol ardente. Os pacientes parecem estar altamente sedados. Cabelos raspados, eles usam trapos como roupas e nada nos pés.
Outros nus, expondo a sujeira, causada às vezes pelas próprias fezes e urina. Eles se parecem mais com prisioneiros de campos de concentração do que com pacientes.
Foto (BBC)
O Hospital Federico Mora tem cerca de 340 pacientes, incluindo 50 criminosos violentos e mentalmente perturbados. Mas, segundo o diretor do hospital, Romeo Minera, apenas uma minoria tem sérios problemas mentais – impressionantes 74% chegaram precisando apenas de um pouco de atenção e cuidados e deveriam ter ficado na comunidade.

Jornalistas não são bem-vindos – um disfarce foi a única maneira de ter acesso ao hospital, condenado por grupos de direitos humanos.
Andar em uma das alas é como entrar em um inferno.
Os pacientes  desesperados por contato humano, imploram para que sejam levados do hospital.
Um enfermeiro diz que dois ou três profissionais são responsáveis por 60 a 70 pacientes. Outros dizem que a única maneira de lidar com eles é sedando-os.
Eles parecem sedados demais para andar até o banheiro. Há poças de urina nos colchões, e as roupas de alguns dos pacientes ficam coberta pelas próprias fezes. O mau cheiro domina o ambiente.
Em resposta à investigação da BBC, o governo da Guatemala disse que o hospital "usa a menor dose de sedativos como recomendado pela Organização Mundial de Saúde" e defendeu as condições do hospital.
A equipe do hospital teme represálias se conversar com a imprensa, mas alguns funcionários aceitaram em falar na condição de serem entrevistados juntos e não serem identificados.
 Dizem que não há  remédios  necessários para tratar pacientes e, além da  sujeira, há ratos e baratas.
 Eles afirmam que os abusos cometidos no hospital por guardas são de conhecimento comum, e  choram.
Acrescentam que não é perigoso só para os pacientes, mas para os funcionários  também. Informam que  Já reclamaram, mas ninguém ouve. O governo da Guatemala disse à BBC que iniciou o processo de melhorar o sistema médico mental pelo país e que está construindo um muro para separar prisioneiros do resto dos pacientes.
E afirmou ainda que, apesar de não ter recebido nenhuma denúncia de abuso sexual, ordenou uma investigação interna.
 

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