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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Brasileiro condenado à morte na Indonésia será executado neste fim de semana

(Foto: Reprodução/TV Globo)

O  brasileiro e instrutor de voo, Marco Archer foi preso em 2004 ao tentar entrar na Indonésia com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de Jacarta. O brasileiro conseguiu fugir do aeroporto, mas foi preso duas semanas depois. Desde então está preso.

os jornais da Indonésia e também a agência de notícias Reuters divulgaram que sua execução será no domingo.

Marcos se diz  assustado porque, apesar de estar preso no país desde 2004, achava que não seria executado. Sempre manteve esperança, acreditando que alguma coisa positiva  acontecesse e  que teria uma segunda chance.

Na Indonésia, os presos são executados por um pelotão de fuzilamento, e podem escolher se querem ficar de pé, sentados ou deitados. Eles são vendados para a execução. “Marco estava muito estressado na noite passada para pensar em qualquer último pedido. Mas ele disse que queria sua família aqui”, disse Karim, segundo o “The Sydney Morning Herald”.

Segundo o jornal local "Jakarta Post", o Procurador Geral da Indonésia M. Prasetyo afirmou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (15), que vai executar Archer e mais cinco acusados de tráfico de drogas neste fim de semana.  Ele afirmou que já foram preparados “o esquadrão de tiro, um clérigo e médicos”, e que as execuções ocorrerão simultaneamente. Prasetyo explicou, também, que os condenados são avisados da execução com três dias de antecedência para que possam se preparar mentalmente e para que façam seus últimos pedidos.

Caso a pena de morte seja cumprida neste sábado, Moreira será o primeiro estrangeiro a ser executado na Indonésia em 2015.

Além de Marco Archer, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte também está detido no arquipélago do sudeste asiático por tráfico de cocaína e aguarda no corredor da morte.
 
O Itamaraty informou apenas que continua mobilizado e acompanha o caso, avaliando “todas as possibilidades de ação ainda abertas”. O governo brasileiro afirmou que não dará detalhes sobre as decisões tomadas.


A organização Anistia Internacional informou que, por ser "contra a pena de morte em qualquer circunstância", repudia "veementemente a decisão do governo indonésio em executar Marco Archer". A organização disse que lançou uma ação para que todas as suas seções pressionem o governo Indonésio a não levar adiante as execuções.

O atual presidente da Indonésia, Joko Widodo, assumiu o cargo em 2014 e adotou uma mão pesada na luta contra as drogas, afirmando no mês passado que iria rejeitar os pedidos de clemência das 64 pessoas no corredor da morte no país em crimes relacionados a drogas.

Segundo ele, as execuções são necessárias porque o país “está em um estado de emergência com as drogas”.



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