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domingo, 8 de fevereiro de 2015

CAMARAGIBE: HÁ CONTROVÉRSIAS NA SAÚDE


A cidade de Camaragibe foi   surpreendida no final de novembro de 2014, com a notícia do fechamento da Maternidade Municipal para reforma por um período de 03 meses. 
Segundo informações da Secretaria de Saúde, a Unidade foi visitada pela Vigilância Sanitária, MPPE e por fiscais do Ministério da Saúde. Na ocasião, ambos teriam notificado a prefeitura apontando  problemas estruturais e necessidade de reparos  por conta da  climatização insuficiente e instalação elétrica precária.

No dia 09 de janeiro de 2015, Conselheiros Municipais de Saúde e diretores do Sindicato dos Servidores estiveram na instituição e contactaram com trabalhadores e diretoria.

Segundo a chefia da MAFCg, mesmo com o processo de reforma, funcionaria a  parte térreo com os serviços de: Teste do pezinho, Pré-natal de alto risco e Ultrassom, o que na ocasião foi questionado, pois, se o serviço de ultrassom encontrava-se quebrado há seis meses, como funcionaria durante a reforma? 
  
No dia 29 de janeiro de 2015, a MAFCg foi fechada totalmente e os funcionários foram avisados que a partir  do dia 1º de fevereiro, estariam no Hospital Geral de Camaragibe.

Desta forma, constata-se que as informações iniciais foram desvirtuadas.
  1. O MS alega que desconhece essa vistoria
  2. A Apevisa, não se tem conhecimento se passou na MAFCg
  3.  Comenta-se que o MPPE, apenas pontuou alguns problemas sem necessariamente exigir o fechamento
  4. O Secretário de Saúde não enviou ao CMS, cópia da habilitação do Hospital Geral e da vistoria dos órgãos como prometera
  5. A parte térreo da MAFCg que continuaria funcionando, não  mais funciona
  6. Não existe obstetra de plantão no hospital. As gestantes que chegam são vistas pelo clínico e transferidas
  7. Falta lençóis até para as ambulâncias. As pacientes são removidas no colchão liso.
  8. Os materiais e equipamentos informados no CNES não condiz com a realidade http://cnes.datasus.gov.br/Mod_Conj_Equipamentos.asp?VCo_Unidade=2603456723950
  9. No CNES (Cadastro nacional de Estabelecimento de Saúde), só consta de contratos para a parte do hospital. http://cnes.datasus.gov.br/Mod_Profissional.asp?VCo_Unidade=2603456723950
Com a  quantidade de pessoal que fazia a maternidade daquele tamanho funcionar, não se entende de como, para dar conta  de 07 leitos no hospital ainda precise de 11 contratos.
Veja as informações gerais:http://cnes.datasus.gov.br/Mod_Conj_Informacoes.asp?VCo_Unidade=2603456723950
 
Outro grande problema está sendo a acomodação dos profissionais. O prédio do Hospital Geral, que há dois anos funcionava apenas a parte da emergência (Adulto e Pediatria), com  a chegada dos profissionais da MAFCg, foi preciso transformar uma   enfermaria em repouso dos profissionais  que vivem se digladiando por espaço.

O quarto dos técnicos em enfermagem está com o ar condicionado quebrado e por isso dividem  espaço com as enfermeiras.

Além disso, a Central  de Materiais e Esterilização encontra-se interditada desde o ano passado sem contudo, passar por nenhuma reforma durante esse tempo. ESQUECERAM!

Continua assim, o uso da ambulância do serviço para transporte de material sujo ao Cemec Vera Cruz. Sem contar que uma profissional de enfermagem acompanha o material para lavar, embalar e fazer todo o processo de esterilização.


Os profissionais queixam-se da total falta de estrutura           e     se inquietam toda vez que uma gestante procura   o serviço, pois, segundo eles, "No Hospital Geral não tem berço aquecido   nem material para realizar parto. A ambulância é pequena e inviável. Não tem bloco,  CME, nem  UTI. Falta equipamentos e medicação     indispensável para    o funcionamento de um hospital geral.  Os  pacientes     que       usam antibióticos, não são monitorados com exames  por  falta     de recursos no laboratório municipal que há meses falta reagente.  Se o paciente precisar de   uma Gasometria arterial, terá   que  ser transferido", dizem.

Os profissionais  se perguntam como num só prédio pode haver 02 habilitações de funcionamento se na prática, "Hospital Geral" de acordo com o MS, deve constar  de: emergência clínica e pediátrica, internamento, obstetrícia, entre outros. O terreno entre a emergência clínica e a Pediatria é alugado por um valor altíssimo para servir de estacionamento. Se desapropriaram o hospital, qual a dificuldade em fazer o mesmo com um terreno nas dependências do hospital?

E isso é apenas um resumo. Só resta a população fazer    contagem regressiva de 90 dias, a partir de (29/01) e ver para crer, a MAFCg de volta.


Laudicéa

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