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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Paraná: Assembleia fecha após invasão dos servidores


Os servidores protestaram desde segunda-feira (9) contra o pacote de medidas do governo estadual que, entre outros itens, afeta a carreira dos educadores. Entre as exigências dos trabalhadores da Educação estão o pagamento de benefícios atrasados e a reabertura dos turnos fechados no fim de 2014. A greve da categoria começou na segunda-feira e prejudica quase um milhão de estudantes.

 

 Pátio da Alep  (Foto: Sabrina Coelho/G1) 
Por causa dos protestos, o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, pediu a retirada do pacotaço para revisão. A mensagem para a retirada foi enviada ao presidente da Casa, o deputado Ademar Traiano (PSDB), na tarde de quinta, quando os deputados tentavam votar o novo requerimento para a formação da Comissão Geral. Para que os policiais pudessem entrar no restaurante da Alep para participar da sessão, a PM precisou serrar as grades do entorno do prédio.
 
Com a invasão, policiais que isolavam a Alep fizeram o uso de bombas de efeito moral e de balas de borracha. Mesmo assim, os manifestantes seguiram em frente e só começaram a deixar o local quando foi anunciada a retirada do pacote de medidas. O deputado Tadeu Veneri (PT) negociou com os manifestantes a saída dos parlamentares do prédio da Alep.
 
Na terça-feira, o Plenário foi ocupado, logo depois de os deputados aprovarem – com 34 votos favoráveis e 19 contrários – o requerimento que instituiu Comissão Geral para a apreciação do pacote de medidas.
 
Três itens do pacote de medidas, que propõe mudanças nos benefícios do funcionalismo público, foram alterados.

Os benefícios serão mantidos e o plano de carreira dos servidores da educação não sofrerá mudanças. Também no acordo, o governo decidiu não suspender o quinquênio e anuênio, que assegura reajustes automáticos a todo o funcionalismo.

O auxílio transporte para servidores do magistério que estejam afastados do trabalho e o direito a licenças, cuja concessão caberá exclusivamente ao secretário estadual da Educação ou diretor-geral da pasta, também será mantido, assim como o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para promoção e progressões.
 
 

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