Google+ Followers

sábado, 19 de setembro de 2015

BRASIL: PREFEITOS DIMINUEM SEUS PRÓPRIOS SALÁRIOS POR CONTA DA CRISE


A crise econômico-financeira chegou aos bolsos de prefeitos e vereadores de várias cidades do Brasil, obrigando-os a cortarem na própria pele.

Em Sangão (SC), desde maio deste ano, o prefeito  Castilho Silvano Vieira (PP), reduziu em 10% os vencimentos dele próprio, além dos do vice, dos secretários e diretores da prefeitura,

Em Santo Antônio da Platina, Curitiba, só após uma grande pressão da população o prefeito Pedro Claro de Oliveira Neto (DEM) resolveu modificar projeto que havia enviado para a Câmara Municipal, aumentando seus vencimentos de R$ 14,7 mil para R$ 22 mil.

Após a interferência da população, o salário de Oliveira Neto será reduzido para R$ 12 mil. Os salários dos vereadores e membros do primeiro escalão do município também serão diminuídos.

Em Jacarezinho, os vereadores foram pressionados a aprovar uma redução de 30% dos salários da próxima legislatura. Um dos vereadores de Jacarezinho, em tom de deboche, afirmou que os manifestantes eram somente "uns poucos gatos pingados". Durante as sessões da Câmara, moradores da cidade, pressionava os membros da Casa a reduzir seus salários com um som do miado de gatos. O som do miado virou símbolo dos manifestantes, e os "gatos pingados" conseguiram fazer os vereadores recuar em uma tentativa de aumentar os seus salários. Quem se eleger vereador em Jacarezinho, em 2016, terá direito a uma remuneração mensal de $ 4,34 mil, em vez dos atuais R$ 6,2 mil.

Em Nossa Senhora da Glória (SE), o prefeito Francisco Carlos Nogueira (PT) reduziu 50% do próprio salário. O mesmo percentual será aplicado ao salário do vice-prefeito. O secretariado, por sua vez, receberá 20% a menos no contracheque. De acordo com Nogueira, a medida visa a reduzir a despesa com a folha de pagamento de Nossa Senhora da Glória, atualmente de R$ 4,5 milhões, o que representa 57% da receita do município.

A prefeita de Santana do Cariri (CE), Danielli Machado (PSL), baixou decreto reduzindo em 25% o seu salário, bem como, do vice-prefeito e os dos secretários do município de 17 mil habitantes (a 510 km de Fortaleza).

Em Escada (PE), a redução da remuneração do primeiro escalão foi de 20%. A diminuição de salários foi determinada pelo prefeito Lucrécio Gomes (PSB), que estima uma economia mensal de R$ 147 mil com os cargos comissionados no município. Como justificativa, Gomes afirmou que "é dever de todo administrador defender e zelar pelo bom e regular funcionamento dos bens e serviços públicos".

Em Arcoverde (PE) a prefeita Madalena Britto (PTB) determinou a redução de 15% da sua remuneração, também valendo para a do vice-prefeito. Os salários do secretariado, por sua vez, tiveram uma retração de 12%. "O desaquecimento da economia no país mostra que devemos tomar medidas preventivas", afirmou a prefeita de Arcoverde.

O prefeito de Lafaiete Coutinho (BA), Zenildo Santana (PP), reduziu o seu salário, o do vice-prefeito e os dos cargos comissionados do município em 10%. 

Também na Bahia, o prefeito de Candeias (BA), Sargento Francisco (PMDB), reduziu os salários de todo o primeiro escalão, inclusive o seu e o do vice-prefeito, em 20%. 

O prefeito de Parrelhas (RN), Francisco Medeiros (PT), reduziiu em R$ 1.000 seu salário; o do vice, Zezinho de Bilala (PT), foi cortado em R$ 500. Os secretários tiveram cortes nos salários, assim como os cargos comissionados. 

Ainda no Rio Grande do Norte, o prefeito de Macau (RN), Kerginaldo Pinto do Nascimento (PMDB), aderiu ao "movimento" e reduziu seus vencimentos em 20%. O decreto, aprovado por unanimidade na Câmara Municipal, ainda incluiu os salários do vice-prefeito e dos secretários. A economia mensal do município está sendo estimada em R$ 400 mil anuais.

Em Poço Dantas (PB), o prefeito José Gurgel Sobrinho, reduziu o próprio salário em 50%. A medida ainda atingiu o vice e os secretários do município. O prefeito informou que a iniciativa vale "até que seja restabelecida a situação financeira do município".

Em Itapema (SC), O prefeito Rodrigo Bolinha (PSDB), cidade de 45,8 mil habitantes (a 60 km de Florianópolis), reduziu a sua remuneração, do vice e do primeiro escalão, em 15%.

Em Nova Veneza (SC), o prefeito Evandro Gava (PP) diminui o seu vencimento, do vice e dos secretários em 20%.

Em Ouro Preto (MG), O prefeito de José Leandro Filho (PSDB), decidiu pela redução de seu próprio salário e de seu vice em 20%. 

O prefeito de Cláudio (MG), José Rodrigues Barroso (PRTB), cortou o seu salário, o do vice e os dos membros do primeiro escalão em 10%.


O prefeito de Pinhão, na região central do Paraná, Dirceu de Oliveira (PSD), decretou a redução de 20% nos próprios salários e nos rendimentos do vice-prefeito. O mesmo decreto corta 15% dos subsídios dos 10 secretários municipais.

No Rio Grande do Sul, o prefeito de Cerro Grande do Sul, Sérgio Silveira da Costa (PMDB) reduziu seu salário, o da vice e e os dos secretários em 7%.

Em Nova Aurora (PR), José Aparecido de Paula e Souza (PSDB), reduziu o seu vencimento, o do vice e os dos auxiliares em 10%.

No Estado do Rio de Janeiro, prefeitos, vereadores e secretários municipais reduziram seus salários nas seguintes cidades: Nilópolis, Paraíba do Sul e Maricá em percentuais que variam de 15% a 20%


Em Pomerode, no Vale do Itajaí, foi reduzido em 10% dos salários do prefeito, vice-prefeito, secretários e comissionados, a partir de 1º de setembro.

Em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco, O prefeito do município Auricélio Torres, assinou um decreto que reduz em 20% o próprio salário, o do vice-prefeito, dos secretários municipais e dos cargos comissionados. 

O prefeito de Paulista, Junior Matuto (PSB), reduziu o salário de cargos comissionados, do vice-prefeito, do secretariado e de outros cargos de confiança, além de fazer enxugamento nos custos. O salário (bruto) do prefeito também será reduzido de R$ 21 mil para R$ 17,8 mil.

Em Ipubi, no Sertão do Araripe, o prefeito João Marcos Siqueira reduziu em 10% o seu próprio salário, o do vice-prefeito e também dos  cargos comissionados. A medida já está em vigor e deve durar até dezembro deste ano.

O prefeito que ganhava R$15 mil, passa a receber 13.500 mil. Já o vice-prefeito que recebia R$10 mil, vai receber R$9 mil reais. E o salário de todos os secretários agora é de R$3.150 reais, eles ganhavam antes R$ 3.500 mil. 


Em Carpina, na Mata Norte de Pernambuco, Carlinhos do Moinho (PSB), assinou nesta sexta (18), um decreto que reduz em 30% o próprio salário e da vice-prefeita. E em 20% dos secretários municipais, dos cargos comissionados e contratados.

A alegação utilizada por todos, é a queda de cerca de 20% no FPM (Fundo de Participação dos Municípios). É importante observar que, o "corte" nesses locais, atingiu apenas o executivo e legislativo com seus contratos e cargos comissionados.

Em Camaragibe (PE), O "corte", com perda de quase 50% para algumas categorias, atingiu  em cheio os servidores efetivos. E o pior é a propaganda de que se está fazendo um bem para o servidor e para o serviço! 


Diferente de Jacarezinho, os vereadores utilizaram a expressão "casca de banana", após assinarem a Lei aprovando corte de gratificação dos servidores da saúde. Alguns, alegaram engano, porém só o vereador Toninho assumiu o erro. Na Lei que cria a forma de distribuição do PMAQ (Gratificação que apenas contempla o pessoal da Atenção Básica do município), foi "embutido", segundo eles, no Artigo 9º como "casca de banana" a revogação da Lei 144/2002 (SUS), que contemplava a todos os servidores da saúde.

A expressão "casca de banana" citada pelos próprios vereadores da cidade virou polêmica, após "alguém" durante protesto na última sessão da câmara (15/09), comer uma banana e expor a casca para os legisladores utilizando o sentido pejorativo  da palavra usada pelos próprios. Segundo notícia veiculada nas redes sociais, eles querem usar como arma a própria defesa, alegando RACISMO.


Em Camaragibe, só sei que é assim!


Laudicéa

Fonte: noticias.uol.com.br/ G1

Pesquisar este blog