Google+ Followers

sábado, 26 de setembro de 2015

Ex-deputado preso revela o que "todo mundo" sabia!


O ex-deputado Pedro Corrêa (Vagner Rosario/VEJA)
O médico Pedro Corrêa, de uma família rica e tradicional do Nordeste, preso desde abril 2015, foi um dos parlamentares mais influentes do governo Lula. Envolvido no processo do mensalão, fez acordo com a justiça e resolve falar.


Como presidente do PP, garantiu a adesão do partido ao governo Lula e  recebeu em troca o direito de nomear apadrinhados para cargos estratégicos da máquina pública. Essa cumplicidade rendeu a Corrêa uma condenação à prisão no processo do mensalão, o primeiro esquema de compra de apoio parlamentar engendrado pela gestão petista.

Há dois meses ele negocia com o Ministério Público um acordo de colaboração que, se confirmado, fará dele o primeiro político a aderir à delação premiada. Corrêa já disse aos procuradores da Lava-Jato que Lula e a presidente Dilma Rousseff não apenas sabiam da existência do petrolão como agiram pessoalmente para mantê-lo em funcionamento. 

O topo da cadeia de comando, portanto, estaria um degrau acima da Casa Civil, considerada até agora, nas declarações dos procuradores, o cume da organização criminosa. 

Corrêa contou, que o petrolão nasceu numa reunião realizada no Planalto, com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra - que à época eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. Em pauta, a nomeação de um certo Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras.

A criação coletiva, que desfalcou pelo menos 19 bilhões de reais dos cofres da Petrobras, continuou a brilhar no mandato de Dilma Rousseff - e com a anuência dela, de acordo com o ex-presidente do PP.


Pesquisar este blog