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domingo, 31 de janeiro de 2016

CAMARAGIBE: RESULTADO DE GESTÃO PLENA EM SAÚDE



Uma das desvantagens da Gestão Plena é a autonomia dada aos Gestores para administrar um dinheiro repassado Fundo a Fundo,  o qual deveria ser investido em Ações e Metas. Infelizmente, estas gestões seguem sem a devida fiscalização dos entes que, muitas vezes, não têm "pernas" para a demanda e acabam tendo como certa a informação enviada através de site e protocolos informatizados sem nenhuma, ou quase nenhuma veracidade.

Esta é a fachada do prédio onde funciona a Casa da Mulher de Camaragibe. As pedras estão caindo e, segundo informações de moradores, quase houve acidente por conta disso.

A promessa de que este serviço vai mudar de endereço é antiga. Porém fica apenas na promessa. Mesmo assim, já computa dívida de quatro meses de aluguel. E este é apenas um dos problemas de estrutura e deficiência do sistema de  Saúde do Município.

O serviço está sem internet há 06 meses. Funcionários levam serviço para casa para digitalizar e, por isso, os resultados demoram meses para serem entregues, desestimulando as mulheres a realizarem seus exames preventivos. Porém na apresentação dos trabalhos em Relatório de Gestão, querem convencer o Controle Social de que está tudo bem, com cobertura de  100%

Segundo informações, o Laboratório onde se realizava as Biopsias, está suspenso por conta de dívida de aproximadamente  05 meses que fica num valor de R$ 6 mil aproximadamente.



As salas, na sua maioria, não têm climatização. Uma rara sala com equipamento, como a sala de coleta, intriga por ter um ar-condicionado tão velho funcionando. Parece que é do tempo de D. João, coberto com papel e esparadrapo ou fita comum. Nota-se também o mofo.


Há uma sala grande que poderia servir para melhorar o atendimento à população, porém está sem ar condicionado, mofada e cheia de papel e caixas. Dentre eles, documentos de pessoas que participaram da Seleção Simplificada para a Atenção Básica. Além disso, o mais grave é a presença do descaso diante de documentos de casos positivos de HIV, jogados e juntando insetos, poeira e traça.


Na maioria dos serviços de Saúde do município de Camaragibe, vê-se uns alarmes nos cantos das paredes, porém apenas de "migué". Nada funciona.




Documentos de Prestação de contas e  do MS: simplesmente jogados. Expostos. Dizem que muitos deles são procedentes da Maternidade e de outros serviços. È o "lixão" da Saúde!

 

Por fim, é de admirar que com a "febre" do momento contra o mosquito da dengue, na lateral da Casa da Mulher se veja o que seria a placa de indicação do serviço, jogada e acumulando água para servir de proliferação do mosquito.

 

Os munícipes se perguntam onde estão sendo investidas as verbas federais repassadas para Camaragibe. Os trabalhadores nunca perderam tanto como nos últimos 03 anos de governo. Os usuários nunca reclamaram tanto de falta de medicação, cota de exames, falta de profissionais e insumos.

A verba do SUS, que contemplava os trabalhadores da Saúde com uma Gratificação há mais de 20 anos,  foi retirada com alegação da crise. Resta saber  em quê ela está sendo utilizada. E de que forma?

Camaragibe tornou-se uma das cidades onde usuários e trabalhadores até quando ganham, perdem!


Laudicéa

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