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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

PERNAMBUCO: ASSOCIAÇÕES E COMANDO GERAL DA POLÍCIA MILITAR SE REÚNEM NO DERBY

A mobilização dos Policiais Militares e Bombeiros Militares de Pernambuco está prestes a terminar.

Iniciada no dia (06) de dezembro, a Operação Padrão teve maior adesão após a prisão dos líderes do movimento na assembleia do dia (09), na Praça do Derby. 

A partir daí intensificou-se a guerra de braço entre policiais e Governo. A Associação deliberou junto com a categoria, medidas legais, ou seja, a exigência das condições mínimas de trabalho para poder ir às ruas como, por exemplo: Coletes novos, armamento adequado e decente, fardamento e coturnos novos, viaturas adequadas com documentação em ordem, além de uma medida imediata para melhorar o atendimento do Hospital da Polícia Militar que se encontra sucateado e falido. 

A principal medida foi de não se fazer mais horas extras (PJES), o que corresponde a mais de 60% do contingente das ruas. 

O PJES é uma forma ilegal de contratação. Acontece de modo semelhante ao modelo que o Governo utiliza para a Saúde. Ao invés de fazer mais concursos ou um contrato legal, com todas as garantias para o trabalhador, prefere pagar plantão extra, o que o livra de pagar férias, 13º, Licença Maternidade, Licença médica, etc. E possivelmente também paga de forma irregular como "outros serviços Pessoa Física ou jurídica", por exemplo. Isso mascara a prestação de contas junto ao TCE.

O Governo por sua vez, passou a reprimir com mais vigor.
  • Solicitou a Força Militar ao Presidente Temer, o que custou R$ 20 milhões em 10 dias,
  • Obrigou os PMs e BMs a venderem suas folgas,
  • Ameaçou de prisão,
  • Revogou a liberação dos líderes da Associação, trazendo-os de volta para o serviço normal,
  • Transferiu os líderes da Associação para o Sertão.
Nenhuma de suas medidas funcionou.  Inclusive, no dia (19), o presidente não renovou a cobertura das Forças Armadas alegando muita despesa num momento de crise e, criticou a demora do impasse pela falta de diálogo do Governo de Pernambuco.

Após o início da Operação Padrão dos Policiais, a violência só tem aumentado e a insegurança na população tem prejudicado por demais o comércio local neste final de ano. Na quarta-feira (15), até a Guarda Municipal do Recife resolveu em assembleia  paralisar as atividades por 24 horas e deliberaram não fazer extra no feriado do Natal e do ano novo. Eles reivindicam também, melhores condições de trabalho.

Muitos policiais sobrevivem de forma desumana e indigna, mas mesmo assim, abdicaram das horas extras em prol de melhoria futura. Alguns comendo "rato", mas  com honra! Isso desencadeou um movimento reivindicatório de melhoria das condições de trabalho em vários Estados do Brasil, por estes e outros motivos. O que os profissionais exigem é que o Governo exerça a "legalidade" que cobra. 

Nesta quarta-feira (21), o Governo voltou atrás, e devolveu a Associação aos seus líderes, além de revogar a transferência dos mesmos. 



No final da tarde de hoje, os Coronéis se reuniram com as Associações no Derby. Durante a reunião não houve entendimento, porém ficou marcada para sexta-feira (23) uma reunião com as Associações e o Governo no horário da manhã.

                                          Força e honra!

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